O rover Curiosity segue a sua missão em Marte, agora tendo descoberto uma região seca que pode explicar a transição climática do planeta vermelho, segundo comunicado e vídeo divulgados recentemente pela Nasa, a agência espacial norte-americana.

A Cratera Gale, onde o Curiosity pousou em agosto de 2012, já abrigou um sistema hídrico que consistia de lençóis freáticos que desembocavam em um enorme lago. Entretanto, há milhões de anos, por alguma razão, tudo isso foi secando até chegarmos na paisagem desértica que permeia o planeta vermelho até hoje.

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“Nós dedicamos os últimos anos na investigação de rochas ricas em argila que se formam em lagos e lagoas”, disse a cientista adjunta do Curiosity, Abigail Fraeman, em um trecho dos três minutos de vídeo acima. “Só que agora estamos entrando em uma região onde as rochas são cheias de minerais salgados chamados ‘sulfatos’. Esses minerais se formam em condições mais secas, então achamos que essa área pode nos mostrar como o clima de Marte começou a mudar”.

“Essa área”, no caso, é o Monte Sharp, uma elevação de aproximadamente oito quilômetros (km) localizada bem ao centro da Cratera Gale. Desde 2014, o rover do tamanho de um pequeno carro vem subindo esse monte, coletando amostras do solo que o compõe.

De acordo com a Nasa, o Curiosity já transitou 26 km desde que chegou à Marte, tendo percorrido também uma elevação total de 460 metros (m). Nesse período, ele já furou e coletou 32 amostras de solo. Por causa de seu caminho percorrido, o rover passou por composições distintas de amostras, o que pode traçar um panorama sobre quando e como Marte fez a transição de um planeta com água para um deserto árido.

Apesar do longo tempo de missão, o rover conta com um sistema de alimentação baseado em tecnologia nuclear. Desenhado para durar um total de 14 anos terrestres, o robô ainda deve seguir escalando o Monte Sharp por mais alguns anos.

Paralelamente, o rover Perseverance e o helicóptero remoto Ingenuity seguem em suas próprias buscas por sinais de vida antiga em Marte.

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