Recentemente, o OnlyFans anunciou que a partir de outubro proibirá a postagem de conteúdos sexualmente explícitos na plataforma de arrecadação de fundos. A decisão gerou burburinho nas redes sociais, afinal, o site é mundialmente conhecido pela pornografia.

Em uma entrevista ao Financial Times, o CEO do OnlyFans, Tim Stokely, afirmou que foi obrigado a tomar a decisão pela pressão que a plataforma vinha sofrendo de instituições bancárias.

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Site do OnlyFans sob a ótica de uma lupa
CEO do OnlyFans culpa instituições bancárias por proibição de conteúdo pornográfico. Imagem: Camilo Concha/Shutterstock

De acordo com o executivo, os três principais bancos que rejeitaram transações eletrônicas envolvendo o OnlyFans foram: Bank of New York Mellon, Metro Bank, JPMorgan Chase. No caso do BNY Mellon, Stokely disse que a instituição “sinalizou e rejeitou” as transações, o que poderia afetar a capacidade de pagamento dos criadores da plataforma.

O CEO da plataforma ainda firmou que o JP Morgan Chase é “particularmente agressivo” ao fechar as contas de pessoas que trabalham na indústria do sexo e qualquer empresa parceira. Assim como o Metro Bank, que encerrou a conta da plataforma.

A nova política do OnlyFans continuará permitindo nudez na plataforma, no entanto, qualquer postagem que “mostre, promova, anuncie ou se refira” a sexo real ou simulado, masturbação e fluídos corporais relacionados ao sexo serão banidas.

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Alguns criadores de conteúdo chegaram a afirmar que um e-mail do site informou que zoom e foco em regiões íntimas também levariam ao descumprimento das novas regras, segundo o portal The Verge.

Além dos bancos, sabe-se que as processadoras de pagamento Visa e Mastercard também restringiram o uso de seus cartões no pagamento de conteúdo sexual. Aparentemente, o intuito das empresas é não contribuir com qualquer plataforma que permita abuso sexual e pornografia infantil.

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