Muito se fala sobre internet, redes sociais e o avanço da tecnologia, mas houve um tempo em que a World Wide Web (o icônico “www” que você usa para acessar qualquer site na internet) sequer existia – e nem faz tanto tempo assim!

E você sabe qual o ponto de partida para tudo na web como a conhecemos hoje? É aí que entra um dos nomes mais conhecidos quando se trata de internet: Tim Berners-Lee. Também conhecido como “pai da internet”, ele foi o responsável por criar o World Wide Web.

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Cientista da computação, físico e professor no MIT – Instituto de Tecnologia de Massachusetts -, Berners-Lee criou a web como a conhecemos em meados dos anos 1989 e se tornou o primeiro a conseguir uma comunicação bem-sucedida entre o computador e o sistema HTTP (Sigla em inglês para Protocolo de Transferência de Hipertexto, um sistema de comunicação) – usado até hoje.

Basicamente, você se comunica na internet graças a invenção de Tim, que também compartilha com os norte-americanos Robert Kahn e Vinton Cerf – ou para os “íntimos” Bob Kahn e Vint Cerf – o título de pai da internet. Clique aqui para entender qual o papel de Kahn e Cerf na criação da internet.

Já ouviu falar em Tim-Berners-Lee? Conheça o homem que tornou possível a comunicação na internet. Imagem: Drserg/iStock
Já ouviu falar em Tim-Berners-Lee? Conheça o homem que tornou possível a comunicação na internet. Imagem: Drserg/iStock

A grosso modo, Berners-Lee tornou possível a comercialização da internet, que antes só existia para a comunicação entre militares, universidades e laboratórios de pesquisa.

O futuro da sua criação

Hoje em dia, a internet, bem como as redes sociais que vieram dela, vive sendo pauta em debates e seminários, já que a linha tênue entre o “para o bem” e “para o mal” é sensível no tema. Ao mesmo tempo em que ela possibilita pesquisas mais rápidas e maior acesso a informação, ela também dissemina uma infinidade de informações falsas – as famosas fake news – que se usam da mesma agilidade para circular em tempo recorde nas plataformas.

Mas para quem acha que o físico não tem adendos a fazer sobre a criação, se engana. Em 2017, em entrevista ao The Guardian, o cientista falou sobre a evolução do seu trabalho e chegou a mencionar um certo receio pelo futuro da sua criação. Apesar do ano em que relatou a preocupação, o cientista faz alertas desde pelo menos 2010.

“O sistema está falhando. A maneira como a receita de publicidade funciona com conteúdo caça-clique não está realizando o objetivo de ajudar a humanidade a promover a verdade e a democracia. Por isso eu estou preocupado”, disse Berners-Lee.

O especialista ainda destacou problemas consideráveis com leis que desafiam sua liberdade e uma economia de publicidade danosa, além da epidemia de notícias falsas e desinformação. Para ele, essas questões ainda podem colocar o futuro da web em xeque. 

Outra ideias e considerações

Temos em vigor, desde meados de 2020, a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados – que protege os dados dos cidadãos coletados em qualquer que seja a instituição – privada ou governamental.

No entanto, uma ideia paralela é antiga na mente técnica e visionária de Berners-Lee, que planejou durante anos um programa que tinha como objetivo devolver o controle da internet para os usuários.

Em 2020, o pai da internet confirmou a criação de uma plataforma voltada para empresas e governos que daria a eles a oportunidade de criar aplicações para deixar que os cidadãos definissem como seus dados seriam usados na rede.

Chamado de Solid, o projeto foi criado pela startup Inrupt, na qual o cientista ocupa até os dias de hoje o cargo de diretor técnico.

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Hoje com 66 anos, ele deu mais um recente feedback sobre a internet no mês de março, quando o mundo lamentava um ano de pandemia da Covid-19. O físico fez um apelo, observando que para construir um mundo pós-Covid melhor é preciso garantir acesso de jovens à internet.

“Da mesma forma que fizemos com a eletricidade no século passado, devemos reconhecer o acesso à internet como um direito básico e devemos trabalhar para garantir que todos os jovens possam se conectar à uma rede que lhes dê o poder de moldar seu mundo”, disse ele, em carta aberta assinada em conjunto com a cofundadora World Wide Web Foundation, Rosemary Leith. 

Segundo os dois executivos, de acordo com os dados da Unicef, mesmo com o crescimento e avanço da internet, apenas um terço dos jovens com menos de 25 anos no mundo possui acesso a rede.

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