A nova balsa de pouso da SpaceX — chamada “A Shortfall Of Gravitas”, ou simplesmente “ASOG” — está a caminho do Oceano Atlântico para fazer a sua estreia como plataforma de recuperação de foguetes Falcon 9, depois do CEO da empresa, Elon Musk, revelar a sua existência em julho deste ano.

A ASOG é considerada a primeira balsa de pouso “verdadeiramente autônoma” da SpaceX, por supostamente não precisar de um barco para servir de reboque para levá-la e buscá-la das localizações de pouso no mar. As outras balsas criadas pela empresa — “OCISLY” (“Of Course I Still Love You”) e “JRTI” (“Just Read The Instructions”) — são autônomas no sentido de que não necessitam de tripulação para serem operadas, mas ainda carecem de um reboque.

publicidade

Leia também

Apesar da promessa de inovação tecnológica, ao menos para a sua missão de estreia, a ASOG ainda contará com um reboque que a levará para o meio do oceano, a uma distância de aproximadamente 300 km do porto de Canaveral, na Flórida. A base servirá como estação de pouso do próximo lançamento do foguete Falcon 9 — a missão CRS-23, que levará suprimentos de reabastecimento para a Estação Espacial Internacional (ISS), além de lançar mais alguns satélites da plataforma de internet Starlink.

O lançamento está marcado para 28 de agosto de 2021.

O conjunto inteiro é formado não apenas pela balsa autônoma de pouso da SpaceX, mas também um robô “Octagrabber” — um objeto que se abre como uma flor para receber o foguete, e depois se fechar e travá-lo em posição vertical. Desta forma, o objetivo é que, no futuro, a ASOG consiga deixar o porto, chegar ao ponto de pouso, receber o foguete, e voltar à terra firme, tudo por conta própria.

O robô Octagrabber, instalado na base de pouso autônoma ASOG, da SpaceX, serve para prender os foguetes Falcon9 que voltam do espaço para a Terra
O robô Octagrabber, que prende os foguetes Falcon 9 à balsa autônoma de pouso ASOG, quando as espaçonaves voltam do espaço. Imagem: SpaceX/Divulgação

Evidentemente, a empresa de Elon Musk está se prevenindo de falhas, e como, na tecnologia autônoma, quando algo dá errado, é algo muito errado, barcos de suporte com técnicos humanos estarão de prontidão para atuar na plataforma diante de qualquer diferença do plano original.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!