A nave New Shepard passou pelo primeiro teste de pouso lunar desde quando levou o fundador da Blue Origin, Jeff Bezos, ao espaço, em julho deste ano. O voo, foi feito a partir da base de West Texas da empresa, após mais de uma hora de atraso devido a preparação de carga.

Mas tudo ocorreu bem. Ao contrário do lançamento de julho, este voo da New Shepard não foi tripulado, e serviu apenas como transporte para uma série de sensores da Nasa acoplados ao exterior da cápsula. O equipamento serve para ajudar naves como a New Shepard em pousos lunares.

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Foi o voo de número 17 da nave, que subiu a uma altura aproximada de 106 quilômetros, seis acima da Linha de Karman, mundialmente reconhecida como a “fronteira” entre a Terra e o espaço.

Além dos sensores instalados na New Shepard para avaliar a capacidade de pouso lunar, a nave também levou diversos 18 experimentos científicos, na maioria estudos apoiados pela agência espacial americana.

Um deles, intitulado “OSCAR”, testa converter lixo espacial em gases úteis, como vapor de água. Outro, intitulado “Medidor Modal de Propelente”, demonstrou novas formas de medir o volume de combustível restante de uma nave, o que é complicado de se avaliar em ambientes de microgravidade.

Além da ciência, a missão também apoiou as artes: a cobertura dos paraquedas traziam um retrato de três partes do artista Amoako Boafo, de Gana.

Finalmente, a New Shepard também levou dezenas de cartões postais feitos por crianças e adolescentes do projeto “Club for the Future”, mantido pela Blue Origin.

Com o sucesso da New Shepard no teste de pouso lunar, representantes da empresa já esperam realizar mais voos tripulados. Segundo eles, a empresa já passou dos 100 milhões de dólares em vendas de viagens suborbitais. Se tudo correr como esperado, o serviço de turismo espacial deve começar ainda este ano.

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