Na última semana, o primeiro lançamento orbital da Firefly Aerospace acabou em falha quando o foguete Alpha explodiu no ar. Segundo a empresa, o fato se deu por “desligamento prematuro” do propulsor, de acordo com seus representantes.

A empresa afirmou que um dos quatro propulsores Reaver se desligou antes do previsto, cerca de 15 segundos após o lançamento. Com isso, a capacidade de aceleração do foguete – bem como sua estabilização – ficou comprometida, levando-o a girar no céu e explodir. A situação foi capturada em vídeo, durante transmissão feita pela empresa.

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“O veículo continuou a subida e manutenção de controle por um total de 145 segundos, sendo que a média de queima do primeiro estágio é de 165 segundos. Entretanto, devido à perda de propulsão de um dos quatro motores, a velocidade de subida estava baixa, e o veículo não conseguiu manter-se em controle sem a vetorização de trajetória do propulsor 2”, disse a empresa em um fio no Twitter.

“O Alpha foi capaz de compensar essa falta em velocidades subsônicas, mas conforme atingia níveis trans sônicos e supersônicos, onde o controle é mais desafiador, a estabilização, com três motores, tornou-se insuficiente. O voo acabou finalizado usando o nosso explosivo sistema de finalização de voo (FTS). O foguete não explodiu sozinho”, continuou a empresa.

Momento da explosão do foguete Alpha, da Firefly Aerospace. Perda se deu por desligamento prematuro de um de seus quatro motores de propulsão
Momento da explosão do foguete Alpha, da Firefly Aerospace. Perda se deu por desligamento prematuro de um de seus quatro motores de propulsão. Imagem: Firefly Aerospace/Reprodução

Se fosse bem sucedido, o primeiro voo orbital da Firefly Aerospace marcaria a inauguração da empresa no serviço comercial de transporte de cargas para clientes privados – um setor dominado pela SpaceX, de Elon Musk. O foguete Alpha, dotado de 29 metros (m) de altura e capaz de armazenar quase uma tonelada de carga, levava no lançamento da semana passada alguns equipamentos e sensores de teste, bem como diversos trabalhos acadêmicos do Projeto DREAM.

O desligamento do motor 2 foi causado pelo fechamento prematuro de suas válvulas de escape – esse fechamento, porém, ainda não teve sua causa determinada pela Firefly, que disse que a investigação vai continuar para determinar o real problema que levou à explosão.

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