Um dos maiores pilotos de automobilismo de todos tempos, o alemão Michael Schumacher vive recluso desde 2013, quando sofreu um grave acidente enquanto esquiava. Pouquíssimas informações sobre o estado de saúde do heptacampeão da Fórmula 1 foram reveladas desde então. Na próxima quarta-feira (15), a Netflix lança um documentário sobre o piloto, com depoimentos de familiares que o acompanham diariamente.

Na produção, Corinna Schumacher, esposa de Michael, e Mick, filho caçula do ex-piloto, falaram sobre como a vida da família se transformou desde o acidente. O corredor ficou gravemente ferido enquanto esquiava em Meribel, na França. Ele passou por diversas cirurgias por causa das lesões cerebrais e voltou para casa, na Suíça, em setembro de 2014, fora do coma. Desde então, Schumacher não foi mais visto em público.

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Segundo Corinna, o ex-piloto continua fazendo tratamento para as lesões sofridas. “Moramos juntos em casa, fazemos terapia. Fazemos tudo o que podemos para deixar Michael melhor e para que ele se sinta confortável e simplesmente para fazê-lo sentir nossa família, nosso vínculo. E não importa o que aconteça, farei tudo o que puder. Todos nós iremos”, revelou. Ela e Schumacher são casados desde 1995.

A esposa admitiu sentir saudades do marido. “É claro que sinto falta de Michael todos os dias. Mas não sou só eu que sinto falta dele: os filhos, a família, o pai dele, todos ao seu redor. Todo mundo sente falta de Michael, mas Michael está aqui. Diferente, mas ele está aqui, e isso nos dá força, eu acho”, disse Corinna. Elisabeth, a mãe de Schumacher, morreu em 2003.

Michael e Corinna Schumacher em 1994. Imagem: imago/Alternate Michael Schumacher

A família mantém uma vida do modo que o heptacampeão gostava, mantendo as questões pessoais longe dos holofotes. “É muito importante para mim que ele possa continuar a desfrutar de sua vida privada tanto quanto possível, Michael sempre nos protegeu, agora estamos protegendo Michael”, emendou.

Outro importante depoimento no documentário é o de Mick Schumacher, filho caçula do ex-piloto que segue os passos do pai e ingressou na Fórmula 1 este ano, na equipe Haas. O jovem de 22 anos lamenta não poder compartilhar sua carreira e experiências com Michael como gostaria.

Mick e Gina são os dois filhos de Michael Schumacher. Imagem: Arquivo Pessoal

“Desde o acidente, esses momentos que acredito que muitas pessoas vivam com os pais, não estão mais presentes, ou em menor grau, e a meu ver isso é um pouco injusto. Acho que meu pai e eu nos entendemos de uma forma diferente agora, simplesmente porque falamos uma linguagem semelhante, a linguagem do automobilismo, e sobre o qual teríamos muito mais o que conversar. E é aí que minha cabeça fica na maior parte do tempo, pensando que seria muito legal. Eu desistiria de tudo só por isso”, disse o piloto.

Michael Schumacher venceu 91 das 308 corridas que disputou em sua trajetória na Fórmula 1, somando ainda 155 pódios. Ele é o único piloto a ter terminado uma temporada inteira no pódio, com 17 em 2002 e chegou a marca de 19 pódios consecutivos. O alemão defendeu as equipes Benetton, de 1992 a 1995, Ferrari, de 1996 a 2006, parou por um tempo e voltou na Mercedes, de 2010 a 2012.

Schumacher encerrou a carreira nas pistas defendendo a Mercedes. Imagem: Mercedes-Benz Grand Prix Ltd

Além de Corinna e Mick, a filha Gina também participou do documentário. Outros entrevistados são Rolf e Ralf Schumacher, pai e irmão do ex-piloto, respectivamente. Outros integrantes da Fórmula 1 também deram seus depoimentos, como Jean Todt, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), e Sebastian Vettel, piloto alemão da equipe Aston Martin.

O documentário ‘Schumacher’ é dirigido por Vanessa Nöcker, que produziu ao lado de Benjamin Seikel. Foram necessários três anos e meio para realização do filme, que iria, inicialmente, para os cinemas, mas a pandemia da Covid-19 mudou os planos da equipe.

Com informações da Netflix e do site RaceFans

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