‘Call of Duty: Vanguard’ é o próximo jogo da série de shooters da Activision e tem data de lançamento prevista para 5 de novembro para PlayStation 5 (PS5), PlayStation 4 (PS4), Xbox Series X/S, Xbox One e PC (via Battle.net). O novo título, que estará disponível no Brasil apenas em cópias digitais, se passa novamente no cenário da Segunda Guerra Mundial e terá uma fase beta aberta com destaque para o modo multiplayer.

O Olhar Digital teve acesso antecipado ao game e conta a seguir as impressões de jogabilidade, detalhes dos novos cenários e como acessar a versão em desenvolvimento.

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Gameplay traz novidades, mas potencializa combate caótico

Sempre que um novo ‘Call of Duty’ é anunciado, os fãs e entusiastas da franquia anseiam por um multiplayer com estrutura e modos conhecidos, e ‘Vanguard’ não é exceção. A primeira impressão ao jogar a versão beta ao lado de jornalistas e influencers do Brasil e da América Latina é a de que “seria mais um game de tiro online”. Estava enganado.

O maior diferencial do novo título e que adiciona toques mais únicos ao multiplayer é a própria ambientação – que se passa na Segunda Guerra Mundial. A jogabilidade por meio do controle está mais pesada, mais dura que o normal e choca ao utilizar as armas remetem à época. Contudo, a diferença em ‘Vanguard’ não é algo negativo, e contribui mais para a experiência mais arcaica da década de 1940 e mostra que a Activision apostou mais em realismo – algo que também aparecerá em peso na campanha.

‘Call Of Duty: Vanguard’ conta com os clássicos Mata-Mata em Equipe, Baixa Confirmada e Dominação. O jogo ainda ouviu o pedido de muitos e trouxe o retorno de Blitz, além de dois modos inéditos e suporte a partidas com, pasmem, até 48 jogadores! – algo incrível de se experimentar, porém imagino que para iniciantes seja terrível.

Os modos inéditos são: a Batalha de Campeões, que coloca as equipes para competirem para eliminar as rivais em rodadas de 60 segundos até sobrar apenas uma e a Patrulha, que conta com um ponto de captura que fica em movimento o tempo inteiro – este último, inclusive, pode se tornar um novo favorito dos fãs de ‘CoD’, principalmente quando consideramos que a ação movimentada e caótica é ampliada.

Jogando com 24 combatentes de cada lado, o campo de batalha em ‘Vanguard’ potencializa o fator caótico e o deixa mais insano e rápido, com tiros, granadas e cachorros (sim) por todos os lados. É um modo com mapa bem cheio, mortes constantes e de gameplay mais parada – visto que o respawn é constante. Porém, a graça é justamente o frenesi e tentar planejar o melhor momento de rushar o ponto e tomá-lo dos inimigos.

Aliás, acompanhar os movimentos de uma única área de pontuação, que circula pelo cenário e pode ser controlada por um dos dois times, é algo que faz com que os usuários não parem de se movimentar pelo mapa (desculpa, campers). Quanto mais tempo a sua equipe conseguir controlar a área móvel colocando soldados dentro dela, mais pontos você fará. O grupo rival, obviamente, terá como prioridade tirar as tropas lá de dentro. E matar você freneticamente, claro.

A ideia da Activision é, claramente, introduzir mais objetivos à partida multiplayer que costuma sempre ser focada na matança, obrigando os jogadores a não pararem de se mexer pelo mapa em uma busca constante por novos pontos cobertura, mas mantendo-os alertas à iminência de ataques dos inimigos que podem vir por todos os lados.

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Mapa de Gavutu. Imagem: Arthur Henrique/Reprodução/Activision

De forma geral, a jogabilidade não foge dos comandos e sistemas padronizados de outros ‘Call of Duty’ mais recentes, respeitando os mesmos botões para ações básicas, classes personalizáveis, equipamentos especiais gerados por “kill streak” (matar inimigos em sequência) e até o temido foguete V2 (que me matou algumas vezes).

Todavia, a movimentação mais pesada e as armas contam com disparos mais limitados e lentos imergem o jogador em uma experiência bela e tensa da Segunda Guerra Mundial, que aconteceu entre 1939 e 1945. Logo, não fique assustado caso achar a gameplay mais “complicada” do que ‘WWII’, de 2017. A intenção é justamente essa.

Mapas de ‘Call of Duty: Vanguard’: (extremamente) melhores que ‘WWII’

Uma praia chuvosa, um hotel destruído, uma praça coberta de neve e uma mansão abandonada. Na versão beta disponibilizada ao Olhar Digital, quatro mapas estavam disponíveis: Gavutu, Eagle’s Next, Hotel Royale e Red Star. Antes de descrever os detalhes de cada cenário, vale ressaltar que todos os locais contam com dois efêmeros detalhes que podem fazer uma grande diferença em meio ao caos das partidas: é possível abrir e fechar portas e janelas, além de quebrar barricadas para revelar passagens ultrassecretas

Algo que impressiona nos novos cenários de ‘Call Of Duty’ e que chama atenção mesmo em meio à “chuva de balas” é a qualidade do visual dos cenários – muito melhores que os de ‘WWII’. De longe, são os gráficos mais bonitos de qualquer jogo da franquia, e impressionam mesmo em partidas em tempo real. A Activision, de fato, tomou cuidado em exibir uma aparência mais realista, desde pequenos detalhes (como os efeitos das chamas), quanto nas animações e movimentos do personagem adaptando a arma. Aliás, são os aspectos visuais melhorados que trazem mais realismo em combate, fazendo com que a fumaça de explosões, as gotas de chuva ou uma ventania que arrasta a neve, por exemplo, realmente afetem o jogador.

Mapa de Hotel Royal. Imagem: Arthur Henrique/Reprodução/Activision

Gavutu, nome de uma região das Ilhas Salomão, é um cenário complexo com todas as diferenças de níveis e locais. O jogador pode explorar várias escadas, casas, um navio encalhado com várias salas e até mesmo a areia da praia. Ou seja, o mapa possui várias aberturas e andares, servindo como ponto de emboscada e até atalho para alcançar a outra parte do cenário.

Já os combates em Hotel Royal – fase que se passa à noite em Paris, na França – são fáceis de acontecer, pois o mapa é curtíssimo, apesar de belo. Claro, áreas internas dão muitas opções para cobertura, e os balcões são uma boa pedida para se esconder por um tempo, porém as rotas pela parte externa do hotel são previsíveis e contribuem para uma ação mais rápida. O tiroteio insano foi feito para acontecer no centro do cenário, em um bar/restaurante que é totalmente destruído com a ação dos jogadores.

Red Star é um mapa maior e com uma grande área central coberta por neve – interessante para jogar com sniper. A área central conta com diversos prédios e rotas interiores repletas de possibilidades para fuga e também para vários confrontos acontecerem ao mesmo tempo, porém em partes distintas do cenário.

Por fim, Eagle’s Nest é uma grande mansão alemã com diversos cômodos e pontos para surpreender e emboscar os adversários nos arredores. Logo de início, o mapa parece pequeno, porém não se engane: há diversos espaços para estratégias mais diferenciadas com espingardas, posicionamento e etc.

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Mapa de Red Star. Imagem: Arthur Henrique/Reprodução/Activision

Vale a pena citar alguns aspectos de balanceamento ainda desajustados em ‘Call Of Duty: Vanguard’ – normais de uma versão de teste beta que ainda será melhorada antes de chegar aos jogadores. Na experiência em que o Olhar Digital participou, a utilização de Coquetel Molotov prejudicava a partida como um todo, e era notável que metralhadoras pesadas conseguiam acabar com os oponentes de forma bem rápida, praticamente inescapável. Outro fator chato é que explosivos no geral atingiam os jogadores mesmo protegidos sob estruturas. De qualquer forma, nada que não possa ser melhorada ou que prejudicasse o maravilhoso game.

Armas de Segunda Guerra Mundial

As armas, obviamente, remetem à época da Segunda Guerra Mundial. Rifles de assalto, SMG, LMG, shotguns, rifles táticos e snipers (que têm um formato de zoom tanto quanto estranho) são algumas das primárias. Modelos clássicos como a BAR e a MP40 também marcam presença, por exemplo.

O menu de personalização de armas é praticamente igual aos títulos mais recentes da franquia, como ‘WWII’ e ‘Black Ops’. Vale ressaltar que os killstreaks contam a cada inimigo morto, e não mais por pontos. Destaque ainda para o retorno do “attack dogs” (disponível após dez baixas), a “glide bomb” (míssil aéreo controlado pelo jogador) e outros clássicos da franquia, como o “spy plane” e o “care package“.

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Mapa de Eagle’s Next. Imagem: Arthur Henrique/Reprodução/Activision

Dica: em cenários como Gavutu e Hotel Royale, o respawn ocorre de forma próxima ao adversário. Proposital ou não do jogo, recomenda-se que a escolha de armas seja feita de forma rápida e segura. Caso não, é bem provável que você vá tomar um headshot segundos depois da decisão de equipamento. Vá por mim…

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Quando e como jogar a beta aberta de ‘Call of Duty: Vanguard’?

Para baixar e jogar a beta de ‘Call of Duty: Vanguard’, é preciso acessar a loja virtual dos consoles ou o site Battle.net, no caso do PC. Em seguida, é necessário apenas pesquisar pela versão de teste do jogo e fazer a instalação. A liberação será feita por cronograma. Saiba mais abaixo:

10 a 13 de setembro

  • Acesso antecipado para usuários de PlayStation que tenham feito a pré-compra de Call of Duty: Vanguard
  • A partir de 10 de setembro, às 14h de Brasília, até 13 de setembro, às 14h de Brasília

16 a 17 de setembro

  • Acesso antecipado para usuários de Xbox e PC (Battle.net) que tenham feito a pré-compra de Call of Duty: Vanguard
  • Beta aberto para todos os usuários de PlayStation, sem necessidade de pré-compra
  • A partir de 16 de setembro, às 14h de Brasília

18 a 20 de setembro

  • Beta aberto para todos os usuários em todas as plataformas compatíveis, sem necessidade de pré-compra
  • A partir de 18 de setembro, às 14h de Brasília

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