A variante Delta da Covid-19, responsável por um aumento de casos da doença em diversos países do mundo, já é responsável por 63% das infecções aqui no Brasil. Os dados são da Rede Corona-ômica, que monitora o coronavírus com membros do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

As informações usadas na análise foram retiradas da plataforma internacional Gisaid, que unifica dados sobre a Covid-19 do mundo todo. Além disso, o período considerado foi de 15 dias.

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Variante Delta no Brasil

Se a variante Delta é responsável por 63%, quase todo o restante, 37%, é da cepa Gama, encontrada inicialmente em Manaus. Há ainda registros da Lambda e da Mu, que ainda não foram totalmente estudadas e são consideradas variantes de “interesse” pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

“Provavelmente a imunidade de curta duração que tivemos com o surto de grandes proporções de Gamma atrasou a disseminação da Delta, mas o caminho dela está bem determinado em vários estados, deslocando outras variantes. Principalmente, desalojando a Gamma e ocupando protagonismo. Felizmente não temos ainda aumento do número de casos, exceto no Rio de Janeiro. Mas isso ainda pode ocorrer nas próximas semanas”, disse Fernando Spilki, coordenador da rede Corona-ômica e professor da Universidade Feevale à CNN.

Além da Gama, o pesquisador destaca que o avanço mais lento da variante Delta no Brasil quando comparado com outros países ocorreu ainda pela vacinação mais avançada por aqui.

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A análise ainda confirmou o que já vem sendo dito há algum tempo, que o Rio de Janeiro concentra a maior parte dos casos da cepa no país. Segundo o levantamento, o estado possui a variante em 85% dos diagnósticos sequenciados. Na sequência vem São Paulo, com 77% e ainda Santa Catarina, com 70%, e Minas Gerais, com 42%

“Nós chegamos a ver uma elevação do número de casos no Rio depois que ultrapassou a barreira dos 50%, houve uma elevação momentânea, mas ela também não se manteve ao longo do tempo. Por enquanto, efetivamente, é difícil e vai variar com a situação epidemiológica de cada local. A gente não consegue cravar, como nós imaginávamos, um limite. O que a gente precisa é estar muito atento é à contagem de casos a partir de agora, que ela (Delta) domina o cenário em vários locais”, finaliza Spilki.

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