O núcleo de Saturno pode ter traços sólidos, com rochas, gelo e metal em alta atividade, apesar de ser classificado como um “gigante gasoso” e não ter uma superfície própria.

Pelo menos é o que indica um novo estudo de cientistas da Caltech, instituição ligada ao Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, que usaram dados da sonda Cassini, que orbitou Saturno por 13 anos.

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A surpresa veio com a identificação mais aprofundada do núcleo de Saturno: ao contrário da natureza gasosa do restante do planeta, o interior parece ter um aspecto mais “pastoso”, como a consistência de um creme dental.

O núcleo pastoso de Saturno também parece abranger cerca de 60% do planeta, e isso é aproximadamente 55 vezes o tamanho do planeta Terra.

Isso não significa que ele tem uma superfície sólida o suficiente para suportar o pouso de uma nave, mas é uma mudança de paradigma bastante notável frente ao conhecimento que tínhamos antes.

Além disso, as variações de um dos anéis do planeta foram usados como o relatório de um sismógrafo, aparelho que registra movimentos do solo. Eles constataram que o anel apresentava vibrações e flutuações que não eram inteiramente explicadas pela gravidade.

A superfície do planeta se move cerca de um metro a cada duas horas, como se fosse um lago com ondas. Assim como é feito com um sismógrafo, os anéis de Saturno captam essas perturbações gravitacionais, e as partículas se movem.

O estudo sugere a formação dos planetas gasosos pode ser bem diferente do que se acreditava até agora.

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