Mais de 15% das grávidas no Brasil mantem o consumo de álcool durante a gestação, segundo dados da Agência Brasil. Esse quadro pode levar a um quadro de síndrome alcoólica fetal, doença sem cura. Na última quinta-feira (9), o alerta foi dado durante o Dia Mundial de Prevenção da Síndrome Alcoólica Fetal.

Segundo o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), um estudo feito em São Paulo mostra que a cada mil nascidos, 38 sofrem de algum tipo de transtorno ligado ao álcool por conta do consumo da mãe durante a gestação. A entidade ainda diz que o número pode ser maior já que muitos casos demoram para serem diagnosticados.

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A Síndrome Alcoólica Fetal pode causar problemas na formação de órgãos, no sistema nervoso e nas características faciais da criança. A doença também não possui cura. Em entrevista a Rádio Cenado, Conceição Segre, especialista em pediatria neonatal e conselheira científica do CISA, falou sobre o assunto.

Síndrome alcoólica fetal

“O bebê pode apresentar várias má formações, incluindo faciais, cardíacas e do esqueleto. Ou seja, o álcool pode atingir todos os tecidos do feto em desenvolvimento e principalmente o sistema nervoso central, com problemas graves para a criança”, disse.

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A especialista ainda reforça que não existe uma quantidade segura para o consumo de álcool durante a gravidez, por isso, a tolerância é zero, já que doses baixas de bebidas também podem causar danos.

Segundo Conceição, não há cura para a síndrome alcoólica fetal, mas há tratamentos para tentar reduzir os sintomas. “Não há nenhuma forma de cura ou tratamento curativo para a doença”, explicou ainda.

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