A vacinação da Covid-19 já começou há alguns meses, mas os casos da doença continuam aumentando entre os não imunizados, principalmente com a variante Delta. Além disso, idosos e pessoas imunocomprometidas, que foram vacinadas no começo da campanha, podem ter sofrido uma redução no número de anticorpos. Para manter esse grupo seguro, muitos países, incluindo o Brasil, estão passando a aplicar uma terceira dose da vacina, ou então doses de reforço.

Apesar de parecerem iguais, existem diferenças importantes entre os dois termos e “reforço” e “terceira dose” não são a mesma coisa. Carlos del Rio, professor do departamento de epidemiologia da Emory University, respondeu em entrevista a instituição, o significado das duas palavras usadas durante a vacinação contra a Covid-19.

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Diferença entre dose reforço e terceira dose

Basicamente, o especialista explica que a terceira dose é usada em pessoas com o sistema imunológico gravemente enfraquecido e que não conseguiram proteção com as duas primeiras. A definição é usada pela Food and Drug Administration dos Estados Unidos (FDA).

Por outro lado, a dose reforço é usada em pessoas que foram imunizadas, geraram anticorpos, mas com o tempo tiveram essa defesa foi enfraquecida. “Uma injeção de reforço é uma dose adicional que pode ser administrada depois que a proteção imunológica total diminui com o tempo”, explicou del Rio.

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“As terceiras doses são recomendadas para pessoas com sistema imunológico gravemente enfraquecido, como pacientes que são receptores de transplantes de órgãos, que estão recebendo quimioterapia ou que estão tomando medicamentos imunossupressores”, completou ainda.

O especialista ainda alerta que, ao contrário da terceira dose, a dose de reforço ainda não foi totalmente estudada e sua necessidade ainda é questionada no meio acadêmico. Apesar disso, muitos países já começaram ou planejam aplicar uma nova dose.

Del Rio diz também que, ao contrário do reforço, a terceira dose é necessária em grupos específicos pois “os indivíduos nessas categorias precisam de uma terceira dose porque não produzem respostas imunológicas adequadas após as duas primeiras doses. Os dados mostraram que cerca de 55% dos que recebem uma terceira dose atingem o nível de resposta imunológica que uma pessoa não imunocomprometida o faria com duas doses.