Perdoem-me, mas o repórter de games aqui terá que dissertar em primeira pessoa para o review em questão. Eu, sinceramente, nunca vi ou joguei algo semelhante a ‘Deathloop’ ao longo da minha vida. Apresentando na E3 2019, o projeto mais ambicioso e ousado da Arkane Studios até hoje traz uma narrativa que cativa desde o primeiro momento dentro de um jogo de tiro em primeira pessoa com poderes mágicos, mecânica de loop temporal, viagem no tempo, investigação mesclada com estratégia e uma série de recursos que tornam a experiência inovadora de gameplay.

Qual a história de ‘Deathloop’?

No título, o jogador assume o papel de Colt. O personagem acorda com amnésia (e de ressaca) na praia da enigmática ilha de Blackreef e precisa lidar com o fato de que todos os habitantes do local querem matá-lo a qualquer custo. Cada vez que é eliminado, uma distorção temporal faz com que o mesmo dia se repita e ele volte a acordar na areia à beira-mar, mas sempre com as informações que aprendeu durante o último ciclo.

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Mas, por que repetir o mesmo dia por toda a eternidade? Antes, entenda que Blackreef é uma alusão à anarquia e despreocupação total. A ilha se tornou refúgio para uma sociedade decadente que não deseja se preocupar com o amanhã e festeja todos os dias, assim aderindo à comportamentos com a pouca (ou total) humanidade, visto que deixou de enxergar sentido na morte do próximo e na vida em si. Já que não há consequências e amanhã será o mesmo velho dia, por que se importar, não?

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Colt está preso em um loop temporal na ilha de Blackreef. Imagem: Bethesda Softworks/Divulgação

100% convencido de que precisa quebrar o ciclo e fugir da ilha, Colt embarca em uma missão: matar oito alvos específicos, que são conhecidos como “Visionários”, que são os responsáveis por manterem o “pesadelo temporal” em Blackreef. Todos os personagens precisam ser eliminados antes que o dia reinicie, objetivo que se mostra particularmente difícil de ser realizada em um único dia, ainda mais por causa dela… Julianna Blake.

Uma das Visionárias do local, a antagonista é o contrário de Colt em tudo e tem como objetivo defender o ciclo temporal – ou seja, matá-lo sempre que possível com as próprias armas e habilidades. O relacionamento eles os dois é sensacional e cômico, visto que ambos se odeiam, mas prezam pelo avanço um do outro no desenrolar da trama. Além disso, os personagens têm uma história passada que faz parte da descoberta de alguns segredos de ‘Deathloop’, como o porquê do loop acontecer e de Colt verdadeiramente estar querendo destruir a “vida perfeita” na ilha.

A narrativa optada pela Arkane em ‘Deathloop’ é intrigante já de cara, visto que se assemelha muito a uma trama com nuances de efeito borboleta. Afinal, Colt é um dos únicos de Blackreef que conseguem guardar memórias de um ciclo temporal para o próximo e realizar uma ação com ele avança a história e cria consequências em um mundo em que, aparentemente, nada importa.

Visão em primeira pessoa: como sair da trapaça temporal em ‘Deathloop’?. Imagem: Bethesda Softworks/Divulgação

Mecânicas de jogo diferentes de tudo o que já viu pt.1: ‘Deathloop’ em si

O objetivo parece simples, mas ir atrás dos oito Visionários em um único dia não só pode soar como é muito difícil. ‘Deathloop’ conta com um sistema que rege o game interessante, pois cada um dos alvos uma rotina específica, porém em lugares diferentes dependendo do horário. O detalhe enriquece o gameplay e foge da mesmice de tiro em primeira pessoa ou em comuns jogos de aventura lineares, pois por mais que a história tenha um começo e fim, o modo que o jogador irá explorar o meio é o que importa, o que torna o título mais divertido e nos faz pensar de forma mais estratégica. E, claro, tudo isso ao mesmo tempo em que os mistérios são resolvidos – ou se ampliam.

Conforme expliquei acima, os Visionários são encontrados apenas em períodos exatos do dia – e isso é só um dos detalhes que você precisa ficar atento. No total, o jogador conta com quatro horários do dia (manhã, meio-dia, tarde e noite) e quatro áreas que pode visitar em cada um dos períodos (O Complexo, Updaam, Baía do Karl e Fristad Rock). Logo, temos ao todo 16 cenários diferentes a serem explorados.

Para complicar ainda mais, Blackreef pode mudar bastante o movimento de Eternalistas (pessoas que moram na ilha e que, bem, querem matar o Colt) e atividades em cada horário, visto que há áreas que só são acessíveis em períodos específicos. E mesmo com poderes auxiliadores (explico melhor a seguir), não há nada que faça o protagonista voltar para um período anterior do dia, porém você pode ficar pelo tempo que preferir durante o momento. Assim, o jogador tem mais controle quanto ao loop temporal, mas também terá que planejar bem sobre os objetivos a serem cumpridos e determinado cenário e hora e se realmente não há mais nada que possa fazer por ali antes de seguir em frente.

Mecânicas de jogo diferentes de tudo o que já viu pt. 2: conhecimento é a chave de tudo

Já ouviu alguém falar o famigerado dito popular “conhecimento é poder”? Bem, em ‘Deathloop’ isso é uma verdade, pois a melhor e mais forte arma do jogo é a informação. Cada novo ciclo em Blackreef é uma oportunidade de aprender com o passado e de se preparar para o futuro. No decorrer da trama, Colt vai se deparar com que se tornam essenciais para eliminar os alvos antes que o dia recomece.

Mais do que tiros, conhecimento é poder em ‘Deathloop’. Imagem: Bethesda Softworks/Divulgação

Ou seja, o jogador terá que ler documentos, descobrir relacionamentos, decorar programações e ouvir diálogos para cumprir certos objetivos e descobrir onde cada Visionário está na ilha. Lembre-se: as pequenas e que parecem mais desnecessárias interações e detalhes realmente fazem a diferença e nos dão vantagens para os próximos ciclos.

Apenas ouvir uma conversa entre Eternalistas ou observar uma cena específica podem ser chaves para conseguir uma informação extremamente importante sobre onde e em que horário podemos encontrar os Visionários. ‘Deathloop’, inclusive, trata o fator de exploração como algo vital dentro do jogo – já que, por ter amnésia, Colt não faz ideia inicialmente de qual a aparência dos personagens a serem caçados.

Todavia, para os jogadores mais apressados que não querem ler cada pista (o que, vá por mim, não é uma boa pedida), a Arkane criou uma interface que resume todas as informações coletadas e inclusive sugere algumas ações que podem ser feitas a seguir na ilha. Esse tipo de menu pode ser acessado tanto no decorrer do jogo quanto em cada sessão antes de iniciar uma partida em um novo local e horário.

Mecânicas de jogo diferentes de tudo o que já viu pt. 3: ‘Deathloop’ é um roguelike?

Por mais que tenha aspectos inéditos de jogabilidade, ‘Deathloop’ é um jogo realmente focado na narrativa e bebe um pouco da fonte de outros títulos como forma de inspiração para as mecânicas aplicadas. Returnal e ‘The Legend of Zelda: Majora’s Mask‘ são os exemplos mais notáveis, visto que as aventuras de Selene e Link são as bases do conceito de ciclo temporal de um dia no game.

Roguelike ou não, loop temporal é peça-chave do jogo da Bethesda. Imagem: Bethesda Softworks/Divulgação

A ilha de Blackreef é um ambiente retrofuturista, inspirado no fim dos anos 1950 e início dos 1960. Além de inspiração em outros jogos, o título da Arkane cumprimenta alguns filmes de sucesso como ‘Efeito Borboleta’ (2003), dirigido por Eric Bress e J. Mackye Gruber, e outras obras como ‘All You Need is Kill’ – mangá que deu origem ao filme ‘No Limite do Amanhã’ (2014).

Justamente pelas inspirações citadas, claramente você deve estar se perguntando: ‘Deathloop’ é um roguelike? Talvez. Seja ao morrer ou ao completar um dia, Colt perde todos os itens, armas, Residium e mais (explico melhor abaixo) que não foram infundidos para resistirem à volta do tempo e retorna à praia em que você começa o jogo. O que de fato muda de um ciclo para o outro são as pistas que o jogador recolhe para arquitetar o plano de matar os oito Visionários de vez, além das melhorias definitivas conquistadas e itens equipados e infundidos (veja abaixo) que deixam o protagonista mais preparado de forma leta.

A dinâmica voltar ao começo da trama constantemente deixa ‘Deathloop’ parecido com um “roguelike moderno” que mais faz parte da trama do que da jogabilidade em si, tal qual vistos recentemente em ‘Returnal’ e ‘Hades’. Ou seja, o jogador repete os mesmos trajetos em troca de ficar mais poderoso e conhecer mais detalhes da história, contudo a verdade é uma: você pode até viver o mesmo dia no jogo, mas o dia nunca será o mesmo.

A estrutura do game muda constantemente, seja ao completar uma missão ou encontrar uma nova pista. Mesmo com os mesmos cenários e os mesmos períodos, a sensação é que ‘Deathloop’ está permitindo que o jogador passe de fase, oferecendo novas possibilidades, áreas até então inéditas e cutscenes. Toda ação feita por Colt dentro de Blackreef é capaz de desencadear algo que faz com que o jogo prossiga.

Roguelike diferenciado: volte ao início, mas com as informações adquiridas. Imagem: Bethesda Softworks/Divulgação

Armas, poderes e mais para acabar com o loop temporal

A Arkane não criou um mundo grande e vasto para explorar em ‘Deathloop’, porém a escolha foi certeira para a proposto do jogo. As quatro áreas disponíveis em Blackreef são muito bem trabalhadas e repletas de casas, telhados, corredores e vários tipos de rota alternativa para o jogador explorar e dizimar inimigos – furtivamente ou não. Existem várias maneiras de abordar um alvo, seja pelo teto, por portas secreta ou mesmo pelas “entradas principais” (caso você opte por incorporar um Colt mais destemido e não tenha medo de sofrer dano…).

Por mais que seja tentador que a metodologia “chegar atirando” seja, a pressa talvez possa ser a maior inimiga do game. Claro, o objetivo principal é matar os Visionários, porém a criação de estratégia é proposta – e muitas vezes incentivada – durante todo o jogo. Ou seja, visando compreender melhor a trama, o jogador deve utilizar os ciclos em favor dele ou dela, seja para adquirir armas, Placas, poderes ou informações novas – que serão mantidos em cada ciclo com a ajuda de um recurso absorvível chamado Residuum.

Falando em itens, no meio do cenário caótico onde todos que vivem na ilha querem te matar, Colt precisa de um jeito para se defender, certo? ‘Deathloop’ proporciona ao jogador muitas (mas muitas mesmo) armas e poderes para o protagonista eliminar os Visionários durante a jornada. Algumas das opções de tiro são:

  • Arma de fogo curta: dá para ter uma em cada mão, mas caso opte por utilizar duas, a mira ficará comprometida;
  • Arma de pregos silenciosa: outra peça do arsenal que permite matar silenciosamente. Também pode levar nas duas mãos;
  • Espingardas: boa caso encontre inimigos próximos;
  • Hackamajig: uma ferramenta tecnológica que pode acessar portas trancadas, hackear torretas e criar distrações;
  • Machete: “facão” ótimo para quem gosta de combates a curta distância;
  • Metralhadoras: clássicas. Quem não gosta de uma, não é mesmo?;
  • Rifles: ótima opção para qualquer pedida;
  • Sapper Charge: granada com sensor de proximidade e modo mina;
  • Submetralhadoras: leves e práticas. Também podem ser empunhadas duplamente;
  • Torreta Automática: arma para, bem, não ter que fazer tudo sozinho.

Outros artefatos raros que os jogadores podem encontrar em Blackreef, chamados de Placas, podem liberar habilidades especiais capazes de fazer com que o jogo “vire a seu favor”. Alguns são:

  • Aether: torna Colt invisível para alguns inimigos, lasers e até Visionários;
  • Havoc: o dano que o personagem recebe é absorvido e pode ser descarregado em uma significativa explosão;
  • Karnesis: permite o arremesso (bem divertido) de inimigos;
  • Nexus: cria um tipo de ligação entre os inimigos para que eles sofram o mesmo destino. Ou seja, todos sofrem dano, arremesso ou morte direta;
  • Reprise: permite que Colt volte no tempo duas vezes quando morre. Caso ocorra uma terceira vez, o loop se reinicia;
  • Shift: deixa que você se teletransporte pelo ambiente.
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Poderes, armas e mais auxiliam Colt na jornada em ‘Deathloop’. Imagem: Bethesda Softworks/Divulgação

Fora isso, Colt ainda conta com os Berloques, que nada mais são do que itens mais básicos que, da mesma forma, fornecem um upgrade para as armas, poderes ou as próprias habilidades naturais. Confira alguns:

  • Big Box: Colt carrega mais munição no pente das armas;
  • Cat Fall: redução no dano causado por quedas;
  • Crack Shot: o jogador leva menos tempo para mirar;
  • Creeping Death: você se move de forma mais silenciosa;
  • Hipster: Colt tem mais precisão ao atirar do quadril;
  • Lightning Strike: cria um aumento na distância necessária para dar o dano máximo com sua arma;
  • Juiced Up: o jogador tem capacidade máxima de vida aumentada;
  • Mind Leech: os inimigos perdem poder e sofrem dano quando atingidos;
  • Perforator: as balas atravessam os inimigos;
  • Pulo Duplo;
  • Shock Absorber: há uma redução do recuo da arma;
  • Silence Death: silenciador para todos os armamentos.

Multiplayer: Colt x Julianna em tempo real

Além de todos os perigos iminentes, é sempre bom ressaltar que Julianna é um perigo iminente em toda a jogatina. O principal algoz de Colt está sempre à espreita, caçando o protagonista com as próprias armas e habilidades poderosas. Ou seja, você pode estar indo atrás de um Visionário e bolando a melhor estratégia possível para uma investida e, de repente, o game te avisa que a assassina rival está no mesmo local te procurando. A partir daí, tudo fica mais difícil, e cabe ao jogador decidir continuar com a missão ou em meio à caçada ou desistir e ir atrás da rival para matá-la.

Em algumas oportunidades de confronto, matei a Visionária sem muita dificuldade e fui recompensado com novos poderes de Placas. Em outras, Julianna apareceu surpreendentemente e me assassinou. Há vezes também em que apenas me escondi e ela não conseguiu me localizar. De qualquer forma, todos os encontros entre os personagens são motivos hilários para dar sequência ao jogo – o que providencia mais diálogos cômicos entre ambos.

‘Deathloop’ dá a opção de outro jogador controlar Julianna e atrapalhar a campanha de um Colt pelo mundo. A investida pode ser feita por meio de dois jeitos: “apenas amigos” ou ‘online”. Na primeira opção, você pode invadir a campanha de um conhecido e participar em tempo real da caçada.

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Mate um Colt ou vários como Julianna no modo multiplayer do game. Imagem: Bethesda Softworks/Divulgação

Já a segunda permite significa que você pode ser invadido ou atrapalhar jogadores aleatórios ao redor do mundo. Em ambas as oportunidades a função é legal, porém básica e não tão viciante tal qual a campanha original. É bacana brincar com amigos e etc, porém é mais um modo “dois jogadores” do que algo que realmente acrescente à experiência como um todo. De qualquer forma, vale a pena passar algum tempo “matando Colts”.

Para jogar o modo multiplayer, ambos os players precisam ter iniciado a Campanha com o protagonista e completado a fase chamada “O dia mais longo”. O jogador de Colt precisa estar em uma área e horário do dia que tenha um alvo Visionário, enquanto o quem está com o controle como Julianna, então, deve pressionar a opção “Invadir Amigo”. Boa caçada, vocês dois!

Exclusivo aproveita tudo do PS5, mas loadings e excesso de informação atrapalham

Por ser um título com muita personalidade e repleto de novas mecânicas, ‘Deathloop’ encontra no excesso de informação textual e em longas explicações de gameplay os maiores problemas. Logo no início, o jogador precisa lidar com muitas funções e recursos para aprender e por mais que seja nobre por parte da Arkane ensinar a jogabilidade “tintim por tintim”, verdade seja dita, assusta demais, pois parece ser algo extremamente difícil de assimilar.

Para avançar no tempo ou ir para o distrito seguinte em busca de um novo alvo, Colt precisa ser levado para uma base secreta, que abre uma espécie de lobby. No local, o jogador tem acesso a vários e vários menus nos quais é possível equipar o personagem com armas, Berloques e Placas que recolheu para a próxima parte do dia – através da infusão de itens com Residuum, claro (mas explicar isso é spoiler, então vamos evitar). Pistas encontradas e outras informações também pode ser acessadas no local.

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Loadings e informação excessiva atrapalham ‘Deathloop’, mas não comprometem. Imagem: Bethesda Softworks/Divulgação

A princípio, o protagonista passa por missões curtas e simples, como abrir um cofre ou porta, e voltar para o lobby, visando justamente familiarizar o jogador ou jogadora com as novas mecânicas e habituá-los com os incontáveis menus atrás. Poluição visual ou não, todo tipo de item ou informação coletada que vão ajudá-los a escolher para qual distrito e em qual parte do dia Colt irá prosseguir.

Quando finalmente matar o primeiro Visionário, ‘Deathloop’ permite que o jogador escolha livremente o próximo passo que vai dar, com base nas pistas que reuniu e etc. A partir do momento em questão, você já estará mais habituado em relação ao jogo, visto que todas as opções, loop temporal e menus começam a fazer mais sentido – tanto para Colt quanto para quem está com o controle na mão. Logo, a dica é: repetir os ciclos pode se tornar monótono no início, mas a experiência de descobrir como progredir é recompensadora. Não desista!

Outro problema que chateia, ainda mais em um jogo de PlayStation 5 (PS5), são as telas de loading um pouco incômodas. Não demoram ou sequer prejudicam o game em si, mas o carregamento lembra muito os títulos da franquia ‘Call Of Duty’, no qual é necessário esperar um pouco antes de entrar no server e etc. Diferente de outros exclusivos do console, o produto da Arkane não faz uso dos carregamentos ultrarrápidos aqui.

Por outro lado, ‘Deathloop’ faz bom uso do DualSense, controle do PS5, tal qual ‘Ratchet & Clank: Em Uma Outra Dimensão’ e ‘Returnal’. A aplicação do feedback tátil e dos gatilhos adaptáveis, que estão integrados ao gameplay, imergem você em Blackreef desde os pequenos passos que Colt dá até na absorção de Residuum. O destaque fica para os autofalantes do joystick, que são usados para surpreender o jogador quando Julianna aparece para atrapalhar Colt em conversas via rádio.

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‘Deathloop’, faz uso quase perfeito das novas funcionalidades do PS5. Imagem: Bethesda Softworks/Divulgação

Além disso, os gráficos do título são excelentes e não notei qualquer tipo de downgrade em meio à jogatina – e isso é interessante demais, visto que bugs em meio ao rush, tiroteios ou mesmo quando você se aproxima muito perto de algum objeto costumam sem comuns em jogos em primeira pessoa.

Veredito: focado na narrativa, ‘Deathloop’ traz experiência realmente inédita e inovação à indústria de games

Ousado e ambicioso em praticamente tudo no que se propõe a fazer, ‘Deathloop’ é um dos jogos mais inovadores da atualidade e, de fato, um título inédito na indústria dos games. O exclusivo da Bethesda para PS5 (ironia, não?) foca em uma narrativa que mistura ficção científica, comédia e (muita) ação, mas não esquece de propor mecânicas novas que são complexas na teoria, porém simples na prática – algo que cativa o jogador e o imerge dentro daquele universo de forma quase perfeita.

Seja quebrando o ciclo com Colt ou defendendo-o com Julianna, quem adquirir o título irá aproveitar uma trama bem cadenciada e viciante, desenvolvida pela Arkane com um claro objetivo de fazer com que você fique horas e horas em frente à tela da TV ou PC. E, confie em mim: por mais que pareça difícil e cheio de instruções no começo do jogo, siga em frente. Toda a experiência inicial, por mais que monótona, prepara para que o jogador possa aproveitar o game do jeito que quiser.

Ou seja, dê tempo o suficiente para entender o que a Arkane construiu para ‘Deathloop’. Você será recompensado com uma aventura imersiva, desafiadora e intrigante cheia de humor bem irreverente e que mesmo com repetição de ciclos, não é nada repetitiva e monótona, e sim uma experiência maravilhosa.

Colt x Julianna: quem vencerá em ‘Deathloop’? Imagem: Bethesda Softworks/Divulgação

Disponível a partir do dia 14 de setembro para PlayStation 5 (PS5) e PC (via Steam), ‘Deathloop’ está inteiro em português do Brasil, incluindo a dublagem. Dependendo da versão que for adquirir (standard ou deluxe), o jogo pode ser encontrado em prateleiras físicas ou lojas digitais por preços entre R$ 249 e R$ 306. Confira abaixo trailer e sinopse oficiais:

“‘DEATHLOOP’ transporta você à misteriosa ilha de Blackreef, onde um conflito eterno entre dois assassinos extraordinários determinará o futuro do local. No papel de Colt, você precisa encontrar um modo de acabar com o ciclo temporal que mantém a ilha presa numa repetição eterna, enquanto é caçado por seus habitantes.”

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