Indivíduos com diagnóstico de colangiocarcinoma intra-hepático (iCCA), que é um tipo de câncer de fígado, enfrentam uma taxa de sobrevivência de cinco anos de menos de 10%. Mas, uma equipe do Instituto do Câncer Wilmot que também investiga o câncer de pâncreas, que tem estatísticas de sobrevida igualmente pequenas, descobriu fatores que os dois tipos da doença agressiva possui em comum. 

Os cientistas acreditam que os novos dados fornecem um roteiro para direcionar os tumores com terapias imunológicas. A equipe mostrou que os tumores de câncer de fígado são compostos por uma densa rede de células que não são cancerosas e ainda ajudam a criar um ambiente propício para o crescimento e a disseminação do câncer. 

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As chamadas de TAMs (macrófagos associados a tumores) também desempenham um papel no câncer de pâncreas, criando uma barreira inflamatória em torno das células cancerosas que bloqueiam os combatentes naturais das doenças do corpo (como as células T). 

Além disso, os pesquisadores desenvolveram novos métodos laboratoriais para avançar os estudos, liderados por David Linehan, chefe de operações clínicas da Wilmot e o professor Seymour I Schwartz da University of Rochester Medical Center.

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Linehan e colaboradores estão investigando os componentes do câncer há muitos anos e estão trabalhando em combinações de terapias que podem quebrar o rolo compressor da resistência. O último artigo descreve como os TAMs são recrutados para o local do tumor e  demonstra em camundongos que o bloqueio dessas vias de recrutamento.

O colangiocarcinoma intra-hepático – presente do câncer de fígado – surge nos ductos biliares dentro do órgão e geralmente ocorre em adultos com idade entre 50 e 70 anos. Faz parte de um grupo de cânceres do trato biliar (vesícula biliar, por exemplo) e costuma ser tratado com quimioterapia.Recentemente, os cientistas descobriram que iCCA é uma doença genômica diversa com potencial para novas opções de imunoterapia direcionada.

Fonte: Medical Xpress

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