Uma pesquisa realizada pelas Universidades de Bristol e Cardiff, no Reino Unido, aponta que dois terços das pessoas que passaram pelo luto durante a pandemia de Covid-19 sentiram ainda mais solidão durante o processo.

Acredita-se que o principal causador do sentimento seja a própria crise sanitária, que além de levar entes queridos de maneira inesperada, também influenciou no processo de luto. Os entrevistados relataram três momentos muito difíceis, são eles: arranjos funerários (93%), contato limitado com amigos e parentes (81%) e vivência do isolamento social (67%).

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Mulher com um guarda-chuva olhando para um cemitério
Covid-19: pesquisa aponta o impacto do luto durante a pandemia. Imagem: Travel Man/Shutterstock

Outra reclamação frequente das pessoas enlutadas foi a falta de empatia dos profissionais da saúde que informavam sobre a morte do familiar ou amigo. Cerca de 48% dos voluntários chegaram a relatar que não foram avisados sobre serviços de apoio ao luto, o que deveria acontecer no momento do anúncio do óbito.

“Nossa pesquisa mostra os enormes desafios associados ao luto durante a pandemia, destacando as experiências difíceis em o fim da vida foi agravado por altos níveis de isolamento social e solidão e uma falta de apoio posteriormente”, disse a doutora Lucy Selman.

“Com o número médio de mortes no Reino Unido projetado para aumentar nos próximos vinte anos, é essencial que os serviços de luto tenham recursos adequados e medidas são postas em prática para garantir que todos que passaram por uma experiência de luto sejam sinalizados para opções de apoio e informações sobre serviços de luto”, completou.

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“É vital que aprendamos lições com a experiência de luto em massa durante o Covid-19. Os prestadores de serviços de saúde e assistência social devem priorizar a comunicação com parentes e ajudar a garantir que as pessoas possam ter contato com seus entes queridos doentes, mesmo no contexto de uma pandemia. No entanto, isso só pode acontecer se os recursos para a equipe que cuida dos doentes também forem priorizados”, relatou a médica Emily Harrop.

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