Gustavo Glasser, fundador da startup focada em inclusão Carambola, afirmou que “não existe transformação digital sem falar em diversidade”. Ele e outros executivos participaram do evento SAP Experience para Diversidade e Inclusão, que aconteceu on-line nesta quarta-feira (15).

O executivo, que é um homem transexual, fundou a startup com intuito de desenvolver tecnologias que auxiliem na inclusão de diversidade, para que histórias como a dele sejam mais comuns dentro do mercado de trabalho de tecnologia. “É um acaso eu estar vivo hoje”, ressaltou.

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Ilustração de um reunião
“Não existe transformação digital sem falar em diversidade”, afirma o fundador da startup de inclusão Carambola. Imagem: Nadia Snopek/Shutterstock

Cristina Palmaka, presidente da SAP para Caribe e América Latina, acrescenta que, de fato, o perfil de profissional encontrado dentro da tecnologia é o típico estereótipo “homem branco, heterossexual e cisgênero”, porque esse ainda é o personagem padrão comum dentro das empresas.

A influenciadora digital e estudante de jornalismo Ana Clara Moniz, que é portadora de Atrofia Muscular Espinhal (AME), alerta que ainda é preciso fazer muito além para quebrar o padrão descrito por Cristina.

Para Moniz, olhar as salas de reunião e quadros de funcionários das empresas em busca de mulheres, pessoas da comunidade LGBQIA+, ou negros tem se tornado mais comum, mas “ninguém, se pergunta onde estão as pessoas com deficiência”.

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A diversidade e a inclusão, de fato, têm sido assuntos bastante discutidos nos últimos tempos e corporações do mundo todo têm criado diretrizes e programas para abraçar o tema, mas ainda está longe de ser o cenário ideal.

Gustavo Glasser ressalta que as empresas ainda estão muito distantes de alcançar a verdadeira inclusão e que muitas companhias criaram grupos de afinidades e acreditam estar incluindo as minorias.

“Ainda não nos colocamos como parte do problema”, disse ele, ao apontar que as empresas colocam a responsabilidade da solução da inclusão em cima das minorias e não para as lideranças internas.

O executivo informou ainda que, atualmente, o mercado de tecnologia possui cerca de um milhão de vagas abertas e que elas vão continuar abertas até que a inclusão seja uma realidade. “Ou vamos trazer diversidade, ou não vamos preencher as vagas de emprego”, pontua.

De acordo com uma pesquisa da Deloitte, uma empresa com uma cultura inclusiva tem duas vezes mais capacidade de exceder suas metas financeiras, três vezes mais probabilidade de alcançar um alto desempenho, seis vezes mais chances de ser inovadora e ágil e até oito vezes mais chances de obter melhores resultados.

Créditos da imagem de destaque: Angelina Bambina/Shutterstock

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