A Pfizer declarou nesta segunda-feira (20) que sua vacina, desenvolvida em parceria com a BioNTech, foi efetiva em crianças de 5 a 11 anos. A farmacêutica declarou que o imunizante gerou uma resposta imune robusta nas crianças e que pedirá autorização para uso nessa faixa etária ao redor do mundo.

Segundo a Pfizer e a BioNTech, a vacina foi eficiente nos ensaios clínicos de Fase II e III. Isso já tinha sido observado anteriormente em adolescentes de 12 a 17 anos e adultos de 18 a 25 anos. De acordo com as empresas, o nível de segurança nas crianças é comparável ao apresentado nos mais velhos.

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Em um comunicado à imprensa divulgado na manhã desta segunda-feira, o CEO da Pfizer, Albert Bourla, declarou que o aumento do número de casos de Covid-19 em crianças, que nos Estados Unidos foi de 240%, enfatiza a necessidade da vacinação na população pediátrica.

Pedido de autorização

Frente da sede do FDA
Pfizer deve pedir autorização para uso de sua vacina em crianças em breve. Aprovação deve levar em torno de três semanas após o pedido. Crédito: Arquivo/FDA

Segundo o executivo, os resultados dos testes das vacinas em crianças fornecem uma base bastante sólida para que a empresa busque a aprovação do uso do imunizante nesta faixa etária em órgãos regulatórios. O primeiro deles será a Administração para Alimentos e Medicamentos dos EUA, o FDA.

Para chegar a esses resultados, os pesquisadores usaram 4.500 crianças entre seis meses e 11 anos. O estudo foi feito nos Estados Unidos, Finlândia, Polônia e Espanha. Dessas, 2.258 tinham entre 5 e 11 anos de idade, cada uma recebeu duas doses com intervalo de 28 dias.

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Segundo as empresas, a divulgação se a vacina funciona em crianças de 2 a 5 anos e bebês de seis meses a 2 anos deve ser feita no fim do ano. Além disso, ainda é necessário aguardar um número mínimo de casos de Covid-19 para apontar qual o nível de efetividade da vacina em crianças.

Em adultos, o nível de eficácia da vacina da Pfizer/BioNTech, chamada oficialmente de Comirnaty, atingiu 95% de eficácia no ensaio clínico. Contudo, a Pfizer diz que esse índice diminui meses após a segunda dose, o que faz necessária uma dose de reforço após alguns meses.

Via: O Globo

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