A nave espacial Starliner, projetada pela Boeing por encomenda da Nasa, teve seus testes novamente adiados, com a agência espacial americana concebendo a ideia de que a decolagem do veículo deve ficar para 2022. Originalmente, seu lançamento orbital estava programado para 30 de julho deste ano.

O motivo do primeiro adiamento também se estende para a nova informação: semanas antes do teste inaugural, a Boeing identificou 13 válvulas que deveriam ser móveis, mas que estavam travadas em posição por uma razão que, até hoje, a empresa ainda não conseguiu desvendar.

publicidade

Leia também

Cápsula Starliner da Boeing, esperada para lançamento em 2022
A nave Starliner, da Boeing, segue com os problemas de válvula responsáveis pelos repetidos adiamentos de seu voo orbital: Boeing e Nas antecipam nova data apenas para 2022 (Imagem: United Launch Alliance/Reprodução)

As válvulas em questão estão localizadas no módulo de serviço do Starliner, abrindo conforme a necessidade de aliviar pressões e temperatura durante a viagem orbital destinada à Estação Espacial Internacional (ISS). Descoberto em julho, o problema causou o primeiro adiamento para agosto, depois uma nova data também em agosto, e depois um adiamento sem prazo determinado. Ontem (21), a Boeing veio a público para informar que a situação não mudou.

Embora a companhia aérea não tenha afirmado expressamente a janela de 2022, essa estimativa veio da Nasa, que considerou o calendário cheio de lançamentos dos próximos meses até o final do ano.

“Eu acho que, agora, a janela de tempo para execução [do lançamento] até o fim deste ano está muito apertada”, disse Kathy Lueders, chefe da Diretoria de Exploração e Operação Humana (HEOMD) da Nasa, durante uma conferência com vários jornalistas norte-americanos na terça-feira. “Então, meu palpite é que ele provavelmente será feito no ano que vem. Mas nós ainda estamos trabalhando nesse calendário”.

A decisão ainda depende de uma possível manobra por parte das duas entidades: neste momento, a Nasa e a Boeing estão avaliando se vale mais a pena mudar o módulo de serviço (e manter o calendário da missão para o fim de 2021) ou consertar o módulo atual (que é original e projetado como parte integral do Starliner, mas isso pode levar mais tempo). Até a próxima semana, um curso de ação será determinado.

O Starliner é uma das duas naves – sendo a outra da SpaceX – selecionadas pela Nasa para o seu Programa de Tripulações Comerciais, um projeto que contrata empresas privadas para levar e trazer astronautas da agência da Estação Espacial Internacional (ISS). No que tange à empresa de Elon Musk, porém, dois voos já foram executados com sucesso, com um terceiro agendado para outubro deste ano.

A missão da parte da Boeing vem sendo chamada de “OFT2” (sigla em inglês para “Teste de Voo Orbital 2”) e como o nome indica, é a segunda tentativa do Starliner de cumprir seu objetivo. A primeira não teve sucesso: em dezembro de 2019, o veículo espacial passou por vários problemas de software, ficando “encalhado” em uma altura de baixa órbita por aproximadamente dois dias antes de cair sozinho no oceano.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!