O Facebook anunciou que um conselho semi-independente da empresa vai revisar o programa “XCheck”, que ficou conhecido após o The Wall Street Journal denunciar que ele é utilizado por celebridades para burlar as regras de moderação da rede social.

De acordo com o jornal, a plataforma é utilizada como um método de evitar escândalos com publicações de usuários de alto nível que fossem apagadas. No entanto, o intuito original do XCheck era enviar esses posts para um conjunto de avaliadores melhor treinados para garantir a aplicação das regras do Facebook.

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polegar virado para baixo imitando like do facebook
(Imagem: Daniel Chetroni/Shutterstock)

Entre os usuários que tiverem posts favorecidos, é possível citar o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a senadora Elizabeth Warren e a ativista política Candace Owens. No caso do Brasil, o jogador de futebol Neymar conseguiu compartilhar fotos de uma mulher nua que o acusou de estupro sem problemas.

O conselho que vai avaliar o programa deverá produzir um relatório que será divulgado em outubro. De acordo com o grupo avaliador, a denúncia chamou atenção para “a maneira aparentemente inconsistente como a empresa toma decisões e porque uma maior transparência e supervisão independente do Facebook são tão importantes para os usuários”.

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O XCheck era utilizado por 5,8 milhões de pessoas em 2020 e apenas 10% das publicações enviadas foram verdadeiramente revisadas.

Após a divulgação da denúncia, um porta-voz do Facebook afirmou que a empresa está buscando novas maneiras para atualizar a ferramenta e consertar os erros que já haviam sido identificados. O representante ainda afirmou que o objetivo do sistema é “aplicar com precisão as políticas de conteúdo que podem exigir mais compreensão”.

O conselho de revisão poderá recomendar mudanças na plataforma, no entanto, o Facebook não é obrigado a aceitar as mudanças.

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