Nascidas em 1913, na Ilha Shōdoshima, no Japão, as irmãs Umeno Sumiyama e Koume Kodama são as gêmeas vivas mais velhas do mundo, e foram certificadas pelo Guinness World Records na última segunda-feira (20), aos 107 anos e 300 dias.

Segundo o Live Science, o recorde anterior também era de dois irmãos japoneses: Kin Narita, que faleceu aos 107, e Gin Janie, que viveu um ano a mais. No entanto, eles viveram, ao mesmo tempo, por 107 anos e 175 dias, tempo já superado por Sumiyama e Kodama.

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Umeno Sumiyama e Koume Kodama receberam seus certificados de gêmeas vivas mais velhas do mundo Imagem: Guinness Book Of Records

Em comunicado, a equipe do Guinness disse que as irmãs, que moram em lares de idosos em cidades diferentes, foram presenteadas com seus certificados pela equipe de atendimento domiciliar.

De acordo com a agência de notícias Associated Press, elas nasceram em uma grande família, composta por 11 filhos no total.

Após a escola primária, Kodama mudou-se para Kyushu, no sul do Japão, para trabalhar como empregada doméstica, enquanto Sumiyama permaneceu em Shōdoshima. A dupla ficou 70 anos se vendo muito raramente. A partir do 70º aniversário, as irmãs se reconectaram e passaram a fazer peregrinações juntas.

Qual é o segredo da longevidade das pessoas mais velhas do mundo?

Segundo o Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH, na sigla em inglês), o tempo de vida de uma pessoa pode ser influenciado pela genética, pelo meio ambiente e pelo estilo de vida. 

Cientistas têm estudado centenários (pessoas que vivem até 100 anos) e “supercentenários” (pessoas que vivem até 110 anos ou mais) para entender melhor os fatores que contribuem para uma expectativa de vida longa.

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Alguns cientistas especulam que o tipo de dieta e a prática de exercícios desempenham um papel importante nos primeiros 80 anos de vida, após os quais fatores genéticos se tornam cada vez mais relevantes para manter uma pessoa saudável à medida que envelhece.

Entre os fatores genéticos que foram associados a uma expectativa de vida mais longa estão variantes nos genes ABO, CDKN2B, APOE e SH2B3. Descobriu-se que essas variantes são mais comuns em centenários do que em pessoas com expectativa de vida média. Outro estudo recente descobriu que centenários podem ter bactérias intestinais especiais que ajudam a evitar infecções.

Também no Japão está Kane Tanaka, a pessoa mais velha atualmente viva, aos 118 anos, de acordo com o livro dos recordes mundiais.

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