A vacinação é feita especialmente para combater um grupo doenças específicas, mas uma nova pesquisa indica que os imunizantes podem ir além e ajudar a evitar a resistência antimicrobiana no organismo.

Antimicrobianos são substâncias que inibem o desenvolvimento de alguns tipos de microorganismos como bactérias, fungos, vírus ou protozoários. O resultado do estudo conduzido no NC State e na UNC-Chapel Hill indica que a vacina ajuda a reduzir a resistência do corpo humano a esse tipo de droga.

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Essas drogas são usadas para tratar uma grande gama de doenças como pneumonia, meningite e até infecções no ouvido e outras partes do corpo. No entanto, é comum que o organismo desenvolva resistência antimicrobiana aos antibióticos.

Queríamos modelar o valor da vacinação – não apenas para mostrar que a vacinação reduz a morte ou incapacidade por essas doenças, mas também para quantificar se a vacinação pode retardar a resistência antimicrobiana”, explicou Andrew Stringer, professor assistente de veterinária e saúde global na NC Estado.

Resistência antimicrobiana

Para chegar ao resultado, os pesquisadores desenvolveram um modelo de computador para analisar se a ação da vacinação afeta a saúde pública. Ou seja, compararam as taxas de determinadas doenças em regiões antes e depois da imunização contra diversos tipos de gripe, mesmo que essas doenças não estejam no programa vacinal.

O modelo de cálculo, chamado de DREAMR (Representação Dinâmica da Economia da Resistência Antimicrobiana), consegue medir o grau de exposição à resistência antimicrobiana (AMR) levando em conta fatores como o uso de antibióticos e ainda a vacinação.

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“Usamos DREAMR para analisar o impacto da vacinação pneumocócica na AMR na Etiópia”, disse Stringer. “A Etiópia é responsável por 2% dos casos de pneumococo em todo o mundo anualmente e está entre os cinco principais países com o maior número de mortes em crianças menores de cinco anos. Eles começaram a vacinar contra a doença pneumocócica em 2011 e em 2017 alcançaram 68% de cobertura”, completou.

“Este estudo mostra que as vacinações podem contribuir para proteger a eficácia dos medicamentos existentes”, disse Sachiko Ozawa, professora associada da Escola de Farmácia Eshelman da UNC-Chapel Hill e autora correspondente do trabalho. “É importante reconhecer esses benefícios mais amplos das vacinações para garantir que os programas de vacinação sejam adequadamente financiados para o bem público”, finalizou.

Via MedicalXpress

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