A Pfizer enviou nesta terça-feira (28) ao Food and Drug Administration (FDA), a Anvisa dos Estados Unidos, dados do ensaio inicial de sua vacina contra Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos. Segundo a fabricante, a empresa também irá pedir o uso emergencial do imunizante nas próximas semanas, informou a CNN.

Na semana passada, a Pfizer declarou que sua vacina, desenvolvida em parceria com a BioNTech, foi efetiva em crianças de 5 a 11 anos e que a resposta contra o vírus se mostrou robusta e eficaz. Isso já tinha sido observado anteriormente em adolescentes de 12 a 17 anos e adultos de 18 a 25 anos. De acordo com as empresas, o nível de segurança nas crianças é comparável ao apresentado nos mais velhos.

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Pessoa transfere vacina contra Covid-19 da Pfizer para seringa
Covid-19: Pfizer envia ao FDA dados sobre vacina para crianças de até 5 anos. Crédito: Seda Servet/Shutterstock

Nos EUA, a vacina já é aplicada em adolescentes de 12 a 15 anos. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também autorizou o uso da vacina no final de agosto em adolescentes de 12 a 15 anos de idade com deficiência permanente (física, sensorial ou intelectual) ou comorbidades, além de gestantes e puérperas que residem da capital paulista. Segundo informações da Agência Brasil, o imunizante da Pfizer é a única vacina autorizada até o momento para a aplicação do grupo.

Se a autorização para uso emergencial da vacina seguir o mesmo cronograma do grupo de 12 a 15 anos, que levou um mês para a aprovação, as crianças mais novas podem começar a receber suas doses da Pfizer já no final de outubro.

Ainda de acordo com informações da CNN, a vacina também tem sido testada em crianças entre 2 e 5 anos. A Pfizer também tenta conseguir a aprovação para vacinar bebês entre 6 meses e dois anos e pretende submeter os dados à Agência Europeia de Medicamentos, bem como a outros órgãos regulatórios.

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Aumento de casos de crianças com Covid

Na última semana de agosto, os Estados Unidos bateram recorde de internações de crianças por Covid-19. O país teve uma média de 330 crianças internadas nos hospitais diariamente, segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC).

A alta nas hospitalizações de crianças foi relacionada a variante Delta e acendeu um alerta. Até então, o vírus era considerado como pouco perigoso para os mais jovens, no entanto, esse é justamente o público que ainda não foi vacinado, já que não há imunizantes liberados para menores de 12 anos até o momento.

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