*Por Sérgio Ferreira

Que a tecnologia tem se mostrado parte essencial nos negócios não é mais novidade, mas quando falamos de segurança e identificação de gaps na infraestrutura e nos processos, a TI ganha uma rogativa ainda maior.

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A transformação digital acelerou a digitalização nas companhias que, consequentemente, se tornaram os principais alvos de ataques cibernéticos.

Somado a isso, tivemos o isolamento social que levou os episódios a ganharem mais força, e o aumento dos casos levantou um grande sinal de alerta entre os executivos e seus conselhos. Além disso, com a LGPD em vigor, a atenção com a segurança alcançou um novo patamar e foi redobrada. Assim, a problemática passou a ganhar certa prioridade nos assuntos da gestão.

Estamos inseridos em um cenário de risco crescente no Brasil, sendo vítimas de mais de 3,2 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos apenas no primeiro trimestre de 2021, liderando o ranking da América Latina, que contabilizou um total de 7 bilhões de tentativas durante o período.

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Os números são alarmantes e as organizações precisam seguir uma mentalidade preventiva, caso contrário, o prejuízo pode ser três vezes maior do que o investimento em medidas de segurança.

Além disso, o centro de operações de segurança Scunna Cyber Defense Center (CDC) aponta que, atualmente, apenas 32% das empresas brasileiras têm áreas dedicadas à cibersegurança.

Mais do que medidas de prevenção a fraudes, investir em tecnologias avançadas de detecção de fraudes pode alavancar negócios e antecipar a transformação digital da sua empresa, uma vez que os consumidores finais se sentem mais seguros em inserir dados pessoais em locais que apresentam processos integrados à segurança da informação.

Um dos pontos importantes a se entender é que a tecnologia deixou de ser apenas meio para se tornar finalidade, e agora, deve estar inserida como parte estratégica dos negócios.

O combate aos ataques de maneira adequada e eficiente pode ser uma vantagem competitiva entre os concorrentes, visto que quanto melhor a experiência do usuário na jornada digital, mais confiança gera aos clientes que, no longo prazo, darão prioridade para a sua empresa.

A recente Pesquisa Global de Fraude e Identidade, realizada pela Experian, mostra que 62% das empresas brasileiras participantes pretendem aumentar os seus investimentos em ferramentas de prevenção a fraudes.

Em nosso cenário brasileiro, ainda vemos muitas companhias fazendo uso de senhas como medida principal de segurança, o que já não demonstra ser muito eficaz atualmente. 

A tecnologia avançou e avança de tal maneira que diversas soluções são capazes de apresentar um resultado mais eficaz e positivo dentro do ambiente digital para consumidores, como é o caso dos recursos de Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning.

Embora seja quase impossível eliminar em 100% os riscos de fraude, há algumas medidas essenciais que precisam ser adotadas pelas empresas. Aqui, o orçamento já não deve ser o único fator a ser levado em conta, afinal o perder menos é ganhar mais.

É necessário investir em procedimentos internos rigorosos, com regras antifraude, alinhados às melhores práticas existentes no mercado, assim como o uso de inteligências e processos ágeis e automatizados, capazes de identificar e evitar vulnerabilidades, com sistemas que detectam possíveis ameaças e golpes antes mesmo do pior acontecer.

E se a sua empresa é preocupada com seus clientes, o investimento em gestão de fraude não é luxo, e sim prioridade. Minha dica é: se não começou, corra. Você já está atrasado! 

*Sérgio Ferreira é sócio-fundador e diretor de produtos da Iteris, consultoria brasileira de serviços de TI com perfil boutique, dedicada a prover soluções de tecnologia que aceleram o desenvolvimento de negócios de seus parceiros. Atua há mais de 20 anos no setor de tecnologia e carrega em sua experiência cargos de liderança, como Gerente de Projetos e responsável pelo PMO em grandes consultorias, tendo participado de projetos relevantes, como IPO da Petrobras e o bilhete único da cidade de São Paulo. É formado em Sistemas da Informação e pós-graduado em Gestão de Projetos.

Crédito da imagem principal: ZinetroN – Shutterstock

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