As doenças autoimunes se tratam de casos onde o próprio sistema imunológico se torna um dos principais obstáculos ao tratamento, este é o caso de muitos pacientes com hemofilia A e Pompe. No caso dessas doenças que inferem no recebimento de proteínas e enzimas essenciais, o organismo identifica o tratamento como uma possível ameaça.

Pesquisadores da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, criaram um novo tratamento para estes pacientes. Denominado como vacinação reversa, o novo tratamento é capaz de pré-expor o corpo aos medicamentos, promovendo uma tolerância imunológica.

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Vacinação reversa pode ser a chave para o tratamento de doenças autoimunes. Imagem: BikerBarakuss/Shutterstock

De acordo com o Medical Xpress, o processo combina proteínas e enzimas essenciais com a lisofosfatidilserina, um ácido graxo que ajuda o sistema imunológico a tolerar substâncias estranhas, amenizando as reações adversas do organismo.

Na vacinação reversa, o sistema imunológico é ensinado a ignorar as substâncias estranhas, um processo completamente contrário ao original, onde o organismo precisa aprender a atacar as potenciais ameaças.

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A segurança e eficácia de vários medicamentos terapêuticos que salvam vidas são comprometidos por anticorpos anti-drogas. Uma vez que os anticorpos se desenvolvem, as opções clínicas disponíveis para os pacientes tornam-se caras e, em vários casos, ineficazes”, disse a principal autora do estudo, Sathy Balu-Iyer.

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“Em vez de tentar reverter os anticorpos antidrogas, o que é altamente desafiador, os tratamentos clínicos que previnem o desenvolvimento de anticorpos podem ser uma estratégia mais eficaz”, relata outro pesquisador.

Durante o estudo, foram testadas abordagens com Lyso-OS e foi eficaz no caso da hemofilia A e Pompe, reduzindo significativamente os anticorpos criados para atacar os tratamentos das doenças.

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