A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) concluiu a rodada final de testes de voo da aeronave F-35A Lightning II para o lançamento de bombas nucleares. Dois caças de quinta geração lançaram com sucesso versões de teste das novas armas de gravidade (isto é, bombas sem propulsão) nuclear B61-12 durante uma demonstração completa e realista.

Os pilotos de teste da USAF voaram com as aeronaves para o Campo de Testes Tonopah, na Base Aérea de Nellis, no estado americano de Nevada. A conclusão bem-sucedida do teste final contou com lançamentos de B61-12s simulados não nucleares de alta fidelidade, com cada queda em altitude e velocidade diferentes.

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Com isso, uma etapa importante no processo de certificação nuclear foi concluída, garantindo que o F-35A cumprirá prazos futuros. A aeronave está sendo trabalhada para desempenhar um papel crítico na missão de dissuasão nuclear da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

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Sua estreia está prevista para o final deste ano na Europa. Mais precisamente, junto ao 495º Esquadrão de Caça, baseado na estação da Força Aérea Real do Reino Unido (RAF) em Lakenheath, ao leste da Inglaterra. Segundo a USAF, o novo esquadrão de modelos F-35A no local consistirá de 27 aeronaves e cerca de 60 pessoas.

O próximo passo em direção à certificação para operações nucleares do mundo real é a análise técnica dos dados de teste. Atualmente, o Departamento de Defesa (DoD) e o Departamento de Energia (DoE) dos EUA estão analisando os dados de teste recebidos desta demonstração. Serão observados todos os sistemas, incluindo mecânico, elétrico, comunicação e liberação.

Recheado de bomba

Uma aeronave F-35A Lightning II lançando uma bomba GBU-31 de 2.000 libras em um campo de testes
Uma aeronave F-35A Lightning II lançando uma bomba GBU-31 de 2.000 libras em um campo de testes – Divulgação/USAF

Ao contrário dos caças anteriores, o F-35A carrega a bomba internamente. Os resultados são considerados fundamentais para validação dos sistemas do F-35A e da B61-12.

Com a alocação interna da bomba na aeronave, é ampliada a capacidade de ataque ao reduzir consideravelmente a assinatura radar do avião, além de ocultar o transporte da arma. Ou seja, é possível com o F-35A fazer um ataque que ao inimigo iria parecer convencional, mas é nuclear.

O foco dos trabalhos está na capacidade de dissuasão nuclear e de ataque tático. Entre tais objetivos dos militares há o de atingir especialmente instalações críticas, como locais de produção de armas ou bases com capacidade de ataque nuclear.

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