O que é ser rico? Se hoje em dia, o status de uma pessoa é medido pela quantidade de carros, imóveis, empresas, ações e dinheiro que ela tem, na antiguidade, só o fato de ter um banheiro em casa já era um grande luxo. 

Ter acesso a um vaso sanitário e a um sistema de saneamento adequado é um dos requisitos mínimos para se viver com dignidade. No entanto, mais de um bilhão de pessoas no mundo não têm, o que representa 14% da população mundial, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

publicidade

Ainda segundo a OMS, 88% das mortes por diarreias no mundo são causadas pela falta de banheiro adequado. Dessas mortes, aproximadamente 84% são de crianças.  As porcentagens alarmantes comprovam que a falta de infraestrutura básica prejudica em grande escala a saúde dos cidadãos.

Banheiro de mais de 2,7 mil anos é encontrado em Jerusalém. Imagem: Yoli Schwartz/Israel Antiquities Authority via AP

Mas, o que hoje representa um sinal de extrema pobreza, antigamente, era o padrão, ou seja, ter um banheiro, ainda mais sendo particular e não de uso comunitário, era exceção à regra.

E isso torna ainda mais interessante a descoberta feita por arqueólogos israelenses e divulgada nesta terça-feira (5) pela Autoridade Israelense de Antiguidades. Eles encontraram um banheiro antigo raro em Jerusalém, datado de mais de 2,7 mil anos, quando sanitários privativos eram incomuns na cidade sagrada.

Fossa séptica de banheiro antigo pode revelar mais sobre os povos que ali viviam

De acordo com os pesquisadores, o banheiro liso de calcário esculpido foi encontrado em um cômodo retangular, que fazia parte de uma grande mansão com vista para o que hoje é a Cidade Velha. Ele foi projetado para o usuário se sentar confortavelmente, com uma fossa séptica profunda cavada embaixo.

Leia mais:

“Um cubículo de banheiro privativo era muito raro na antiguidade, e apenas alguns foram encontrados até hoje”, disse Yaakov Billig, o diretor da escavação. “Só os ricos podiam pagar banheiros”.

Na fossa séptica, foram encontrados ossos de animais e cerâmica que podem esclarecer o estilo de vida e a dieta das pessoas que viviam naquela época, assim como trazer informações sobre doenças antigas, segundo Billig.

Conforme o site Phys, os arqueólogos também encontraram capitéis e colunas de pedra da época e afirmaram que havia evidências de um jardim próximo com pomares e plantas aquáticas – mais evidências de que os que viviam ali eram muito ricos.

Já assistiu aos nossos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!