Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Francisco, nos Estados Unidos, descobriram um novo método para o tratamento e detecção da depressão profunda: um implante cerebral eletrônico.

O dispositivo do tamanho de uma caixa de fósforo emite impulsos elétricos quando detecta que o cérebro precisa de estímulos. O novo tratamento está em fase experimental e uma única paciente que recebeu a ferramenta diz que sua vida mudou.

publicidade
Imagem de um cérebro sendo tocado por uma mão humana. Projeto brasileiro de mapeamento cerebral será financiado pela Chan Zuckerberg Initiative, do cofundador do Facebook
Implante cerebral promete detectar e curar a depressão profunda. Imagem: PopTika/Shutterstock

Sarah, de 36 anos, convive com a depressão há anos e já fez tratamentos com remédios antidepressivos e terapia eletroconvulsiva, mas todos métodos falharam. “Tinha esgotado todas as opções de tratamento possíveis”, relatou.

Katherine Scangos, psiquiatra da Universidade da Califórnia, relatou que foram instalados detectores na área dos “circuitos da depressão” no cérebro da paciente. Bem como, um estimulador em uma área chamada corpo estriado ventral, onde foi possível eliminar de maneira consistente os sentimentos da doença.

Scangos ressalta que é necessário observar os circuitos em outros pacientes e voluntários para entender se “o biomarcador de um indivíduo ou o circuito do cérebro muda com o tempo, à medida que o tratamento continua”.

Leia também!

“Para ser claro, esta não é uma demonstração da eficácia desse tratamento. É realmente apenas a primeira demonstração de que isso funciona em alguém e temos muito trabalho pela frente para validar esses resultados. Precisamos saber se realmente é algo que será duradouro”, disse o neurocirurgião responsável por instalar o dispositivo em Sarah.

“O dispositivo manteve minha depressão sob controle, permitindo que voltasse ao meu melhor estado e reconstruísse uma vida que valesse a pena ser vivida”, relatou a paciente voluntária que está fazendo uso da ferramenta há um ano.

Já assistiu aos novos vídeos no YouTube do Olhar Digital? Inscreva-se no canal!