A edtech Trybe anunciou nesta quarta-feira (6) a sua maior rodada de investimento até hoje. Com o novo aporte financeiro de R$ 145 milhões (cerca de US$ 26 milhões), liderado pela Base Partners e pela Untitled Investments, o valor de mercado da empresa também subiu para R$ 1,3 bilhão (US$ 240 milhões na cotação atual).

Composta por uma extensa rede de parceiros, como CI&T, Ford, Localiza, Méliuz, Thoughtworks e XP, além de contar com 390 colaboradores, a Trybe diz que o fator-chave para atrair o investimento foi a qualidade educacional que oferece em seu curso de programação — apenas em 2021, segundo a Trybe, o crescimento no número de estudantes na plataforma foi de 500%.

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Matheus Goyas, cofundador e CEO da Trybe.
Matheus Goyas, cofundador e CEO da Trybe. Imagem: Trybe/Reprodução

“Estamos crescendo em um ritmo que preserva a qualidade acima de qualquer outra prioridade”, relata Matheus Goyas, cofundador e CEO da Trybe.

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A quantia será usada para ampliar o portfólio de cursos online oferecidos com o lançamento de novas formações em 2022 (Mobile e Cibersegurança são alguns dos currículos à vista), além de auxiliar no reforço na equipe nas áreas de educação, tecnologia, produto e dados. Ao longo dos próximos 12 meses, a previsão da Trybe é de contratar mais de 300 pessoas.

“Toda a qualidade que construímos para o nosso curso de Desenvolvimento de software será replicada para as novas formações que ofereceremos a partir do ano que vem”, afirma o CEO.

Recentemente, o iFood também anunciou em parceria com a Trybe uma ajuda de custo para que estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica ingressem na escola.

Fundada em agosto de 2019, um diferencial é que o estudante pode pagar pelo curso mais tarde, quando já estiver empregado. A edtech já recebeu US$ 21 milhões (R$ 115 milhões) em outras duas rodadas de captação, e atualmente registra cerca de 2,2 mil estudantes. A meta é chegar a 3 mil ainda em 2021.

Segundo a plataforma, 94% dos profissionais formados conseguem trabalho em tecnologia em até três meses após a conclusão do curso. Ao todo, mais de 190 mil pessoas já se inscreveram para estudar na edtech.

Créditos da imagem principal: ITTIGallery/Shutterstock

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