A espaçonave Orion, parte essencial da missão Artemis I, está passando pelos seus testes finais de integridade e performance na Estrutura do Sistema de Cancelamento de Lançamento (LASF) da Nasa, localizada no Centro de Voo Espacial Kennedy, operado pela agência espacial americana.

O objetivo é assegurar a saúde de todo o sistema da cápsula, desde os mecanismos de propulsão até os aferimentos de sua resistência à longa viagem. Depois dessas avaliações, ela será transportada para o Edifício de Montagem de Veículos (VAB), onde ela será, pela última vez, verticalizada e integrada a todo um complexo sistema de navegação que envolve a nave em si, o controle de Terra da Nasa e o foguete SLS (sigla em inglês para “Sistema de Lançamento ao Espaço”).

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Imagem mostra a cápsula Orion, do Projeto Artemis da Nasa, em sua linha de montagem
A cápsula Orion promete ir mais longe do que qualquer outra nave construída pelo homem na história, inaugurando as missões do Projeto Artemis, da Nasa (Imagem: Nasa/Divulgação)

A missão da Orion vai abrir o Projeto Artemis, que promete, entre outras coisas, levar o homem de volta à Lua. A missão Artemis I, à qual pertence a nave, vai “voar mais longe que qualquer outra espaçonave construída por humanos já voou”, segundo a descrição no site da agência.

“[A Orion] vai viajar para a distância de 451.000 km da Terra, a milhares de quilômetros da Lua, em um período de três semanas. Ela permanecerá no espaço por mais tempo que qualquer nave tripulada tenha passado sem se acoplar a uma estação espacial e voltará para casa mais rápido e bem mais quente que qualquer outra antes dela”, diz a descrição.

Dentro do LASF, foram instalados na Orion os painéis da ogiva, que servem para proteger a tripulação da nave caso o sistema que aborte o lançamento seja acionado. Especificamente, os quatro painéis estão localizados nos ângulos de 0º, 90º, 180º e 270º da nave. Esse processo foi terminado em 8 de setembro de 2021 e a ocasião foi celebrada pela Nasa no Twitter:

Todos os testes desta parte já foram executados e aprovados. O próximo passo é encaminhar a Orion para o VAB, onde ela será integrada ao que a Nasa chamou de “Adaptador de Fase da Orion” – um conector que prende a nave ao foguete SLS. 

A partir daí, checagens rotineiras vão garantir o funcionamento do sistema integrado, até chegar a data de lançamento, que está previsto para janeiro de 2022, e não será tripulado.

A Nasa também informou que as outras cápsulas Orion, pertinentes às missões Artemis II e Artemis III, também estão apresentando progresso. A primeira está na linha de montagem da estação de controle de módulos, também em Kennedy, onde os técnicos estão instalando a fiação e os sensores de temperatura.

A missão Artemis II será a primeira desde 1972 (Apollo 17) a levar uma tripulação de astronautas para além da baixa órbita da Terra

Já a terceira Orion está em Nova Orleans, onde terminou recentemente o processo de soldagem de algumas de suas partes, e agora está passando por mais uma leva de polimento, a fim de deixar suas placas de metal mais lisas. O edifício, localizado em Michoud, reabriu recentemente após paralisar suas operações em virtude da passagem do Furacão Ida. Embora a tempestade tenha deixado um rastro de destruição, a Nasa não relatou nenhum problema com os projetos feitos ali.

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