Como parte dos eventos comemorativos da Semana Espacial Mundial, a Royal Astronomical Society (RAS, ou Sociedade Astronômica Real, em tradução livre) programou, entre outros eventos, a transmissão ao vivo de imagens do planeta Urano, um dos maiores do nosso sistema solar. O primeiro webcast aconteceu nesta sexta-feira (8), e os próximos serão no sábado (9) e no domingo (10), sempre no mesmo horário.

Se você é um apaixonado pelos mistérios do Universo, junte-se a astrônomos e cientistas planetários da Universidade de Leicester (LU) que observarão o planeta usando o telescópio infravermelho (IRTF) da Nasa, que fica no topo do vulcão Mauna Kea, no Havaí

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Raio-X de Urano feito pela Nasa. Imagem: NASA / CXO / University College London / W. Dunn et al; Ótico: Observatório WM Keck

A transmissão será feita pelo canal da instituição no YouTube, e começa muito cedo, às 5h da manhã (pelo horário de Brasília), mas não se preocupe: a previsão de duração é de oito horas por dia. Então, até as 13h ainda dá tempo de assistir.

Cientistas farão medições ao vivo do planeta Urano

De acordo com o site Space, o público verá imagens ao vivo do “gigante de gelo”, que tem 50 mil km de diâmetro e fica a 3 bilhões de km de distância da Terra, enquanto os especialistas vão medir e analisar vários aspectos de sua atmosfera.

Urano foi descoberto pela primeira vez por Sir William Herschel em 1781, usando um pequeno telescópio em seu quintal em Bath, no Reino Unido. Herschel se tornou o presidente fundador da RAS, em 1820.

No ano passado, durante a Semana Espacial Mundial, uma transmissão ao vivo da RAS de enorme sucesso também foi liderada por cientistas da LU, que observaram a sombra da lua Ganimedes passando pela face de Júpiter em tempo real.

De acordo com Emma Thomas, estudante de doutorado da LU que conduz a apresentação dos webcasts, ao longo desses três dias de observações, será construído o mapa infravermelho mais detalhado de Urano (uma longitude completa de 360 ​​graus). “Com isso, esperamos detectar e mapear totalmente a aurora infravermelha meridional pela primeira vez”.

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“Minha área de pesquisa é investigar e mapear totalmente as auroras infravermelhas em Urano, o que é feito analisando espectros (observando os diferentes comprimentos de onda de luz recebida do planeta) de telescópios como IRTF, Keck (também no Havaí), e o Very Large Telescope no Chile”, explicou Emma.

“A aurora de Urano é um mistério de longa data desde a primeira detecção de emissões de infravermelho próximo, em 1993, mas nos últimos quatro anos começamos a dar os primeiros passos na compreensão das estranhas e maravilhosas auroras que vemos em Urano”, afirmou.

Transmissão será interativa

Tom Stallard, professor associado de astronomia planetária da LU, acrescentou:”Ficamos maravilhados com a reação à nossa transmissão ao vivo de Júpiter no ano passado e estamos ansiosos para colaborar com a RAS mais uma vez enquanto nos concentramos em Urano”.

“É realmente emocionante poder compartilhar a emoção de observações ao vivo como essa, enquanto a equipe liderada por Emma procura mapear as emissões de um lugar anteriormente desconhecido de nosso sistema solar”, disse Stallard.

O público terá oportunidades para fazer perguntas aos cientistas e saber mais sobre como nossa compreensão desse planeta distante mudou nos últimos dois séculos e meio.

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