A vacina da Pfizer contra a Covid-19 sofre uma redução em sua taxa de eficácia cerca de dois meses após a aplicação da segunda dose. Os dados foram confirmados por dois estudos publicados na última quarta-feira (6) feitos com base no uso do imunizante no mundo real.

Apesar da queda, a vacina continua bastante eficaz no combate à doença, principalmente evitando casos graves, mortes e hospitalizações. As pesquisas indicam a necessidade de cuidados mesmo após a vacinação.

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De acordo com um estudo feito em Israel com 4.800 profissionais de saúde imunizados, após a segunda dose, a taxa de anticorpos diminui com certa facilidade, principalmente em idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido. Até por conta disso, esse grupo está recebendo uma terceira dose em muitos países.

A pesquisa ainda constatou que pessoas que tiveram Covid-19 e foram vacinadas depois tiveram uma durabilidade da proteção maior. “No geral, as evidências acumuladas de nosso estudo e de outros mostram que a resposta humoral de longo prazo e a eficácia da vacina em pessoas previamente infectadas foram superiores àquelas em recipientes de duas doses da vacina”, dizem os pesquisadores.

Eficácia da vacina da Pfizer contra a Covid-19

Um segundo estudo, feito no Qatar, com a população local imunizada, constatou que a vacina atinge seu primo de proteção um mês após a segunda dose e depois diminui drasticamente. No entanto, a eficácia contra hospitalizações e mortes continua alta, acima de 90%.

“A proteção induzida pelo BNT162b2 contra a infecção aumenta rapidamente após a primeira dose, atinge o pico no primeiro mês após a segunda dose e, em seguida, diminui gradualmente nos meses subsequentes”, explicam Laith Abu-Raddad da Weill Cornell Medicine-Qatar e colegas em um trecho da pesquisa.

Os cientistas ainda acreditam que o comportamento dos vacinados também pode ter ajudado a aumentar as infecções nesse grupo. “As pessoas vacinadas presumivelmente têm uma taxa maior de contato social do que as pessoas não vacinadas e também podem ter menor adesão às medidas de segurança”, disseram.

A própria Pfizer já afirmou que a imunidade de sua vacina cai após os primeiros meses. A farmacêutica conseguiu autorização da Food and Drug Administration (FDA), a agência regulatória dos EUA, para aplicar doses de reforço do imunizante seis meses após a segunda dose.

Aqui no Brasil, a vacina também é aplicada como reforço em alguns grupos como idosos, profissionais de saúde e pessoas com o sistema imunológico comprometido.

Via CNN

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