Na noite de sábado (9), um terremoto de magnitude 5,7 na escala Richter atingiu o Peru. O tremor foi sentido também no Brasil e na Bolívia, e teve seu epicentro a 13,5 km de profundidade.

Epicentro do terremoto foi em uma área predominantemente de densa mata, na região da reserva de Madre de Diós e perto do Alto Purus. Imagem: Google Maps via Volcano Discovery

Essa distância é considerada muito próxima da superfície, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), que monitora a atividade sísmica no planeta.

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De acordo com reportagem do G1, é improvável que tenham ocorrido maiores estragos, devido ao epicentro estar em uma área predominantemente de densa mata, na região da reserva de Madre de Diós e perto do Alto Purus.

É a segunda vez em uma semana que um terremoto acontece na fronteira entre o Brasil e o Peru. No entanto, da outra vez, a profundidade do epicentro era bem maior, minimizando ainda mais o risco de impactos.

O Peru é um país acostumado a tremores, por ser localizado no Círculo de Fogo do Pacífico, uma região de alta atividade sísmica gerada pelo encontro de placas tectônicas.

Desta vez, no entanto, o terremoto teve o epicentro na região amazônica do país, relativamente longe da área onde costumam ocorrer abalos sísmicos, que é mais perto do oceano.

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Só no estado do Acre, pelo menos sete municípios tiveram relatos de tremores, incluindo a capital, Rio Branco. O perfil oficial do Rio Branco Futebol Clube no Twitter publicou que o abalo foi sentido na Arena da Floresta.

Em Manaus, moradores disseram que viram objetos balançando, de acordo com uma postagem no microblog.

Segundo a Polícia Militar de Porto Velho, Rondônia, vários pedidos de socorro e relatos referentes ao tremor de terra foram reportados ao 190, sem registro de acidentes ou pessoas feridas. Um portal de notícias da cidade também usou o Twitter para relatar o ocorrido.

De acordo com o Volcano Discovery, a magnitude, o epicentro e a profundidade exatos do terremoto podem ser atualizados ​​nas próximas horas, conforme os sismólogos revisem os dados e refinem seus cálculos, ou conforme agências internacionais que monitoram a atividade sísmica emitam seus relatórios.

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