Em junho deste ano, a IBM, em parceria com a organização sem fins lucrativos ProMare, tentou fazer com que o navio autônomo denominado Mayflower atravessasse o Oceano Atlântico. No entanto, uma falha no sistema do gerador de energia impossibilitou a travessia.

Barco MAS 400 Mayflower. Imagem: IBM
Viagem entre Inglaterra e Estados Unidos deve durar cerca de quatro semanas. Imagem: Oliver Dickinson/Promare-IBM

Agora, eles estão quase prontos para tentar novamente. O Mayflower, que tem 15 metros de comprimento, repetirá o caminho de seu homônimo histórico, o navio que em 1620 transportou os chamados Peregrinos do porto de Southampton, na Inglaterra, para a América. 

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Na primeira tentativa, problemas mecânicos foram detectados após três dias de viagem, que tem duração programada de um mês. Em razão disso, vários testes de navegação mais perto da costa estão em andamento antes da nova tentativa, que deve acontecer em 2022, ainda sem data definida.

Navio autônomo criado pela IBM medirá impacto das mudanças climáticas e da poluição marítima

Segundo a equipe responsável pelo projeto, a jornada inaugural tem um sentido simbólico, mas o navio tem funções muito maiores do que essa homenagem. “O Mayflower moderno reunirá dados importantes sobre o oceano com relação ao impacto das mudanças climáticas e da poluição para que os pesquisadores marinhos possam entender melhor e proteger nossos mares, tanto agora quanto para o futuro”, diz a empresa, em comunicado. 

Com um design de casco triplo, o novo Mayflower, que não se parece em nada com um veleiro antigo, usa uma combinação de fontes de energia: movido a turbinas eólicas, a diesel e a energia solar

Ilustração 3D mostra parte interna do Mayflower autônomo. Imagem: IBM Divulgação

Além disso, a embarcação tem vários sensores, incluindo seis câmeras. O software “Captain” usa regras de Inteligência Artificial que a IBM descreve como “explicáveis”, com mecanismo de decisão que permite que o navio reaja a um ambiente oceânico muitas vezes incerto sem nenhum tipo de intervenção humana. 

O navio adere ao regulamento marítimo e pode tomar decisões essenciais em frações de segundos, recalculando a rota de forma independente para evitar ambientes climáticos perigosos. Ele também coleta e analisa quantidades massivas de informações sobre o oceano. Segundo a IBM, “isso tudo acontece 24 horas por dia, todos os dias, com transmissão de dados em tempo real”.  

No site da empresa, é possível fazer um tour virtual experimental com o Mayflower.

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