Impulsionado pela pandemia e também pelo regime de trabalho remoto, ainda em vigor em vários setores da indústria, o mercado de PCs obteve um crescimento de 3,9% em vendas no terceiro trimestre de 2021. O dado foi levantado pela empresa de consultoria IDC.

Em números, foram vendidos 86,7 milhões de PCs no varejo. No entanto, apesar do resultado positivo, a crise dos chips também segue impactando o setor. É o que aponta, Jitesh Ubrani, gerente de pesquisa da IDC.

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“A indústria de PC continua a ser prejudicada por desafios de fornecimento e logística e, infelizmente, esses problemas não tiveram muita melhora nos últimos meses”, diz.

Profissional de TI trabalhando em dois PCs
Trabalho remoto impulsionou a venda de PCs. Imagem: Freedomz/Shutterstock

Os principais líderes do mercado são a Lenovo, HP e Dell. A Lenovo, que responde pela fatia de 23% do segmento de computadores pessoais, saiu na frente em vendas: foram quase 20 milhões (19,77 milhões) de PCs e notebooks vendidos — um crescimento de 3,1% frente ao mesmo período do ano passado.

Já a HP e a Dell aparecem logo em seguida, na segunda e terceira posições. Diferente da chinesa Lenovo, a HP registrou uma queda anual de 5,98% em vendas. Enquanto a americana Dell foi a que mais cresceu no varejo: 26,6% entre julho e setembro. A Apple ficou em quarto lugar na lista.

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Segundo a IDC, com o avanço das medidas de contenção contra Covid-19, o mercado de PCs tende a “esfriar” após as vendas acima da média.

“Depois de um ano de compras em ritmo acelerado, também houve uma desaceleração comparativa nos gastos com PCs”, avaliou Neha Mahajan, analista sênior de pesquisa da IDC.

Por fim, a consultoria sugere que o nicho deve obter um crescimento mais expressivo até o fim de 2021 — 12,5%, o que corresponde a 340 milhões de dispositivos vendidos no varejo mundial.

Créditos da imagem principal: PeopleImages/iStock

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