O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu na última sexta-feira (15) uma licitação para comprar até 176 mil urnas eletrônicas. Os novos equipamentos já serão utilizados nas próximas eleições e a empresa vencedora será responsável não somente pela fabricação dos aparelhos, mas também pela manutenção deles e do software necessário para rodar os dados sobre votos e candidatos.

A audiência pública foi aberta para qualquer empresa, mas a Positivo acabou entregando todos os três envelopes necessários com as propostas para o trabalho com as urnas eletrônicas. O primeiro concentra os documentos para habilitação, já o segundo apresenta a proposta técnica junto de uma espécie de protótipo do produto, enquanto o terceiro revela os preços levantados para todo o pacote de serviços necessários para o pleno funcionamento durante o uso.

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Urna eletrônica (Imagem: divulgação/TSE)
Urna eletrônica (Imagem: divulgação/TSE)

O modelo das urnas eletrônicas produzidas será o UE2022 e a quantidade de aparelhos solicitada pelo Tribunal Superior Eleitoral envolve não somente modelos para substituição dos equipamentos utilizados em 2020, mas também para entregar mais unidades para cidades ou zonas eleitorais que cresceram desde o último pleito.

A licitação envolve a substituição das urnas eletrônicas antigas pelo modelo novo, desenvolvimento dos equipamentos e do software que roda em cada uma, garantia para substituição ou reparo de modelos defeituosos, além das mídias de Aplicação e Resultado, elaboração da embalagem para transporte e o treinamento para o uso correto, com ajuda de kits com o firmware.

Até o momento da publicação deste artigo, apenas a Positivo entregou os envelopes com as informações para participar da licitação. A empresa brasileira já venceu este processo em 2020, quando forneceu os equipamentos do modelo de 2020.

Além das urnas eletrônicas, TSE firma parceria com Google

Nesta semana o TSE firmou parceria com o Google para reforçar os esforços contra a disseminação de desinformação (fake news) pela internet. O trabalho conjunto do Tribunal Superior Eleitoral e o gigante das buscas garante que apenas contas verificadas poderão veicular propaganda política no site de pesquisas.

Além disso, anúncios políticos com os nomes dos anunciantes e a quantia gasta em cada conteúdo também serão divulgados. Este movimento segue o exemplo utilizado pelo Google em países como Estados Unidos, Austrália e Israel.

Via: TSE.

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