Os abusos do diretor Joss Whedon no set de filmagens voltaram à tona. Agora, a atriz israelense Gal Gadot voltou a citar o comportamento inadequado e autoritário do cineasta durante a finalização do filme ‘Liga da Justiça’. A produção foi terminada por Whedon após Zack Snyder precisar se afastar do projeto por questões pessoais, em 2016.

Em entrevista à revista Elle, a atriz relembrou o tormento pelo qual Joss Whedon a fez passar durante as extensas reescritas e refilmagens do filme. As intervenções do diretor não foram bem recebidas pelos críticos e fãs do Universo DC nos cinemas. Nos filmes da Warner Bros, Gadot interpreta Diana Prince, a Mulher-Maravilha.

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“Devo dizer que os chefes da Warner Brothers cuidaram disso… Voltando ao senso de retidão que eu tenho… você fica zonza porque não consegue acreditar que aquilo foi dito a você. E se ele diz isso para mim, então obviamente ele diz para muitas outras pessoas. Eu apenas fiz o que senti que tinha que fazer. E era para dizer às pessoas que não está tudo bem”, comentou Gal Gadot.

O diretor ameaçou a carreira da atriz, dizendo que a tornaria “miserável” se ela não obedecesse quando Gadot expressou preocupação criativa em relação à sua personagem. Além dela, o ator Ray Fisher, que interpretou o Cyborg na ‘Liga da Justiça’, também falou sobre o comportamento não profissional e abusivo de Joss Whedon durante o trabalho.

O cineasta também demonstrou falta de profissionalismo ao falar de Patty Jenkins, diretora do filme solo da ‘Mulher-Maravilha’. Ele tratou a colega de profissão de forma depreciativa. Ele modificou a super-heroína, inclusive, porque sabia que Gal Gadot não aprovaria.

Ciborgue - Liga da Justiça
Ray Fisher também falou dos abusos de Joss Whedon nos sets de filmagens. Imagem: Warner Bros./Divulgação

Outra atriz se pronunciou após os comentários de Ray Fisher. Charisma Carpenter trabalhou com Joss Whedon em ‘Buffy, a Caça-Vampiros’, série criada e produzida por ele. A profissional afirmou que segurou tudo por quase duas décadas e inventava desculpas para não falar sobre eventos que a traumatizaram. Além do abuso de poder, ela disse que o cineasta tornava os ambientes de trabalho hostis e tóxicos.

“Embora ele achasse sua conduta inadequada divertida, só serviu para intensificar minha ansiedade, enfraquecer-me e afastar-me de meus colegas. Os incidentes perturbadores desencadearam uma condição física crônica da qual ainda sofro. É com o coração batendo pesado que digo que enfrentei isso isoladamente e, às vezes, destrutivamente”, disse.

Ela acrescentou ainda que Whedon a ameaçava de demissão e destruía a autoestima dos jovens atores. “E insensivelmente me chamando de ‘gorda’ para os colegas quando eu estava grávida de 4 meses. Ele era mau e mordaz, depreciativo sobre os outros abertamente e muitas vezes tinha favoritos, colocando as pessoas umas contra as outras para competir e vencer por sua atenção e aprovação”, concluiu Carpenter.

Via: ScreenRant

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