A Apple anunciou nesta segunda-feira (18) o lançamento de duas novas variantes do chip M1, com nome de M1 Pro e M1 Max. O objetivo da empresa da maçã com estes novos componentes é oferecer desempenho muito superior para os computadores da própria marca, indo muito além do silício lançado no ano passado e que continua sendo mais potente e eficiente que a maior parte da concorrência – seja Intel ou AMD.

O M1 é um chip criado pela própria Apple, com base na arquitetura ARM utilizada para seus iPhones, iPads e iPods Touch, mas com algumas vantagens por ser maior e contar com melhor resfriamento, além de mais bateria para os MacBooks. Ele acaba sendo muito mais potente justamente por isso, mas os computadores com este componente entregavam basicamente o mesmo ótimo desempenho desde o modelo de entrada, até o mais caro.

publicidade

Leia também

Chips M1, M1 Pro e M1 Max (Imagem: divulgação/Apple)
Chips M1, M1 Pro e M1 Max (Imagem: divulgação/Apple)

Agora, para diferenciar realmente um MacBook Air de entrada de um MacBook Pro focado em altíssimo desempenho, a Apple trouxe duas novas variantes deste componente, chamados de M1 Pro e M1 Max. Ambos continuam com o mesmo processo de fabricação de 5 nanômetros, mas o espaço que ocupam é maior, muito maior.

Tanto o M1 Pro, como o M1 Max contam com 10 núcleos para processamento, sendo oito deles para trabalhos de alto desempenho, enquanto outros dois lidam com tarefas que demandam menos do hardware. Se neste ponto a dupla é idêntica, na placa gráfica a história muda bastante.

O M1 Pro vem equipado com 16 núcleos apenas para a GPU, o dobro da quantidade encontrada no M1 lançado em novembro do ano passado. Além de mais cabeças pensando em imagens, elas fazem isso mais rápido com a RAM, que vai até 32 GB nos computadores com este chip, em velocidade de até 200 GB/s.

Apple M1 Max dobra o desempenho gráfico do M1 Pro

No M1 Max a quantidade de núcleos da GPU é dobrada (32 cores), mesmo ganho encontrado na RAM máxima que agora fica em 64 GB, além da velocidade para a memória, em 400 GB/s.

Estes avanços vão finalmente fazer o desempenho de um MacBook Pro ser muito superior ao do MacBook Air. Até então, com ambos utilizando o mesmo M1 e com as mesmas configurações dentro do silício, a única coisa que permitia o modelo mais caro trabalhar mais era a adição de uma ventoinha para resfriar o componente que aquece.

Os primeiros computadores com os novos chips M1 Pro e M1 Max são os novos MacBook Pro de 14 e 16 polegadas. Os portáteis ainda não ganharam data de lançamento para o Brasil, mas os preços já foram divulgados com um máximo de R$ 78 mil.

Via: Apple.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube do Olhar Digital? Inscreva-se no canal!