Na última semana, astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) compartilharam em seus perfis no Twitter imagens impressionantes de ventos solares “dançando” sobre as linhas do campo magnético da Terra, resultando no fenômeno que conhecemos como aurora. A incrível exibição de luzes verdes aconteceu por cima do Oceano Índico, entre a Nova Zelândia e a Antártica.

“Eu peguei esta aurora assim que o nascer do sol orbital estava começando. De tirar o fôlego!” escreveu Shane Kimbrough, astronauta da Nasa, na terça-feira (12), dois dias após o show. 

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Segundo o site Space, as auroras ocorrem quando partículas carregadas do Sol fluem ao longo das linhas do campo magnético da Terra e interagem com a nossa atmosfera. À medida que as partículas, que são os ventos solares, são desviadas pelo campo magnético para os pólos do nosso planeta, suas interações com a atmosfera descarregam energia e formam o brilho.

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Aurora pode ser perigosa para os astronautas

O Sol está quase no início de um ciclo solar  que dura cerca de 11 anos. Cada ciclo tem um “máximo”, no qual há mais atividade solar, que se manifesta como erupções solares e ejeções de massa coronal, que podem causar auroras se alguma partícula fluir na direção certa.

Embora não estejamos perto da fase máxima agora, os astronautas tiveram um ótimo ponto de vista de sua órbita a aproximadamente 400 km acima da Terra, sem nenhuma atmosfera interferente no caminho. 

“A visão neste lapso de tempo passa da aurora para maravilhar-se com as estrelas e depois ser dominado pelo nascer do sol”, escreveu o francês Thomas Pesquet, da Agência Espacial Europeia (ESA), em um tweet postado no domingo (17). 

Embora seja linda, a aurora pode acompanhar um perigo real para os astronautas: a radiação. A Nasa tem protocolos em vigor para eles seguirem e se protegerem contra os efeitos nocivos de eventos de radiação em órbita, que podem estar associados a condições como o câncer. A agência também está investigando a exposição de astronautas em destinos de voos espaciais futuros, como a Lua e Marte.

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