Segundo boletim do Ministério da Saúde divulgado na segunda-feira (18), a média móvel de mortes por Covid-19 está em 379,5 (mortes por dia), a menor taxa registrada desde o início da pandemia. Ainda de acordo com a pasta, o número de novos casos também apresentou queda e as mortes em decorrência da doença também caíram quase 90%.

Há exatos seis meses, em abril, o Brasil registrou a maior média móvel de morte em decorrência da Covid-19 com cerca de 3 mil óbitos diários, conforme informações da Agência Brasil. Para o ministério, a queda nos números é resultado da vacinação em massa, que recentemente alcançou a marca de 60% da população completamente vacinada, conforme informou o governo federal.

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“Nós temos um Sistema Único de Saúde (SUS) forte, com mais de 38 mil salas de vacinação, capaz de vacinar mais de 2 milhões de brasileiros e um governo extremamente preocupado com a vida. Por isso, adquiriu mais de 550 milhões de doses de vacinas [contra a] covid-19, investiu bilhões com habilitação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) e vacinou mais de 90% da população brasileira com a primeira dose. Vacina é a saída para acabar com o caráter pandêmico da doença. Só assim vamos retornar para o nosso normal”, afirmou em nota o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Seringa com a vacina para a Covid-19
Brasil registra menor média móvel de mortes desde o início da pandemia. Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Conforme o painel de vacinação do Ministério da Saúde, ao menos 108 milhões de brasileiros já cumpriram integralmente o esquema vacina – 1° e 2° dose. Além disso, 3,6 milhões de pessoas também já tomaram a dose de reforço, recomendada para pessoas acima de 60 anos, imunossuprimidos e profissionais de saúde.

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Vacinação contra a Covid-19 continua em 2022

De acordo com o ministro, em pronunciamento no início de outubro, o plano de vacinação se estenderá por 2022 a partir da compra antecipada de mais 354 milhões de doses de vacinas já aprovadas no país. Ainda segundo informações da Agência Brasil, Queiroga incluiu na conta os acordos fechados para a aquisição de dois imunizantes, dos laboratórios Pfizer e AstraZeneca.

“Nós já temos asseguradas mais de 300 milhões de doses para vacinar a nossa população. É uma vacinação um pouco diferente do que aconteceu em 2021, porque não é uma vacinação primária. Mas, o mais importante é: teremos doses de vacinas para todos”, declarou Queiroga.

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