A China deu mais um avanço na exploração do espaço e testou um novo motor de foguete de combustível sólido. Com isso, o país está criando mais opções para o crescimento das atividades espaciais. O teste ocorreu na última terça-feira (19), em um local próximo à cidade de Xi’an, e o motor foi disparado por 115 segundos.

A novidade foi desenvolvida pela Academia de Tecnologia de Propulsão Sólida Aeroespacial (AASPT), que pertence à China Aerospace Science and Technology Corporation (CASC), a principal empreiteira espacial do país.

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O motor é movido por 330 mil libras (o que corresponde a 150 toneladas) de combustível sólido. Em um comunicado, o CASC afirma que o motor de foguete sólido é o mais potente e com o maior empuxo do mundo até agora.

Além disso, ainda também segundo a empresa, o motor do foguete inclui uma carcaça em composto de fibra de alto desempenho, uma câmara de combustão integralmente forjada e um bico superdimensionado, para torná-lo altamente avançado. A intenção é usá-lo em foguetes de carga pesada para atender às demandas de missões ao espaço profundo ou pousos tripulados na Lua.

“Os testes foram muito bem sucedidos. Testamos todos os parâmetros, incluindo o empuxo de 500 toneladas que funcionou por 115 segundos”, contou Ren Quanbin, presidente da AASPT. Ademais, a China também realizou um bom progresso em foguetes nos últimos anos, como o ‘Longa Marcha 11’, que pode ser lançado da terra ou do mar.

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Mas o novo motor é maior e pode ser adicionado aos veículos de lançamento já existentes para produzir empuxo extra. Sendo assim, o país chinês está planejando lançar o seu primeiro foguete que combina estágios principais de propelente líquido com propulsores laterais sólidos ainda no final deste ano, intitulado de ‘Longa Marcha 6A’.

“Estamos em um nível internacionalmente avançado no campo de motores de combustível sólido para foguetes de grande porte. Em seguida, desenvolveremos um motor sólido de mil toneladas para fornecer impulso mais forte para os foguetes de carga da China no futuro”, disse Ren à CCTV.

Imagem: Alones – Shutterstock

O feito ocorre justamente em um momento em que muitos países e empresas – incluindo a própria China – estão desenvolvendo foguetes de propelente líquido reutilizáveis. Após os primeiros estágios completarem sua missão, os motores são capazes de reacender para guiar o estágio de volta para uma área de pouso e fazer uma descida motorizada e pouso vertical. Ou seja, os foguetes podem ser recuperados e reutilizados, reduzindo os custos de lançamento.

Porém, os foguetes sólidos não podem ser controlados da mesma maneira e quando acesos, queimam até que todo o propelente se esgote. Porém, são mais simples do que os foguetes líquidos e também oferecem suas próprias vantagens em custo e produção.

Fonte: Space

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