Depois de muitos testes e alguns obstáculos, a agência espacial norte-americana (Nasa) finalmente marcou a data de lançamento da missão Artemis 1: fevereiro de 2022. A missão servirá como o teste final de capacidade para o Programa Artemis, que ambiciona levar o homem de volta à Lua até 2024, bem como estabelecer uma base permanente em nosso satélite natural até 2028.

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A missão não será tripulada – ou seja, ela não contará com astronautas dentro da cápsula Orion – e levará a nave para contornar a Lua, em um voo que deve durar pouco mais de três semanas (especificamente, 25,5 dias). Ao longo deste período, a cápsula sairá da Terra, contornará a Lua e voltará para casa, com a reentrada e pouso programados para ocorrerem sobre o Oceano Pacífico.

Se tudo correr dentro do planejado, a Orion e o foguete SLS (Space Launch System) estarão certificados para iniciar as viagens com uma tripulação de astronautas a partir da missão Artemis 2, essa, ainda sem data de lançamento, embora a expectativa seja de que ela aconteça em 2023.

Imagem mostra a cápsula Orion, que a Nasa criou para a missão Artemis 1, prevista para lançamento em fevereiro de 2022
A cápsula Orion 1, que finalmente tem uma confirmação de prazo de lançamento: fevereiro de 2022. Nave da Nasa será o teste final para avaliarmos a capacidade do homem voltar à Lua (Imagem: Nasa/Frank Michaux/Divulgação)

A última vez que humanos pisaram na Lua foi em 1972, como parte do antigo Programa Apollo. Desde então, nunca mais enviamos uma missão tripulada ao corpo celeste mais próximo da Terra. O Projeto Artemis simboliza justamente esse objetivo de retorno, mas ele não vem sendo livre de percalços, que vão desde dificuldades no desenvolvimento tecnológico, passando por burocracias contratuais com empresas privadas e até mesmo a disponibilidade de trajes espaciais para os astronautas.

Antes do lançamento a Nasa deve realizar um teste de combustível com o SLS, previsto para ocorrer em algum momento de janeiro. Na ocasião, a cápsula Orion e o foguete SLS serão preenchidos com propelentes líquidos.

O conjunto (cápsula e foguete) foi montado e verticalizado recentemente, deixando-o com quase 100 metros de altura, mais que o dobro da famosa Estátua da Liberdade, em Nova York.

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