A ex-funcionária do Facebook, Frances Haugen, entregou novos documentos que mostram que a empresa foi alertada pelos próprios trabalhadores de que o foco da rede social em busca de engajamento e lucro estava ajudando a espalhar fake news.

Segundo a denúncia, essa prática ainda colocava os usuários em risco de violência no mundo real.

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Os novos documentos foram entregues para grandes veículos da imprensa, que não pouparam o Facebook nas acusações.

Segundo eles, a rede social esteve ciente de que amplificou o discurso de ódio. Os vazamentos dizem que os executivos do Facebook sabiam dos problemas da polarização, apesar do CEO Mark Zuckerberg ter minimizado o fato em um depoimento no congresso dos EUA.

Além disso, a plataforma teria tido uma ordem vinda de seu fundador para não evitar a desinformação no começo da pandemia da Covid-19, para não atrapalhar as métricas da rede social.

O Facebook nega todas as acusações e diz que as declarações são baseadas em premissas incorretas. A empresa ainda diz que não teria lógica tentar prejudicar os próprios usuários.

Mas o caso também é analisado pelas autoridades de outros países. Frances Haugen depôs nesta terça feira no parlamento britânico, onde reforçou todas as acusações que tem feito nas ultimas semanas.

Ela ainda deve se reunir com autoridades em Bruxelas, Paris e Berlim. E também deve falar em uma conferência do setor de tecnologia em Lisboa.

Se espera que os governos da Europa possam ser mais rápidos em regulamentar normas relacionadas à tecnologia do que os Estados Unidos.

De acordo com o cronograma, no final desta semana, representantes do Facebook, Google, YouTube, Twitter e TikTok também devem testemunhar perante o comitê britânico.

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