Como previsto, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) recebeu nesta quarta-feira (27) as propostas das companhias do setor de telecomunicações interessadas nas frequências que serão negociadas no aguardado leilão do 5G.

Segundo o órgão regulador, o embate será entre gigantes como a Claro, Vivo e Tim, que visam operar nas chamadas frequências “puras” como a de 3,5 GHz. No entanto, os fundos de investimento e também os pequenos provedores de internet não ficarão de fora da disputa.

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Os últimos, têm interesse principalmente na frequência de 700 MHz, que apesar de entregar menos velocidade, consegue cobrir áreas maiores.

Fachada da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações)
A expectativa é que a tecnologia 5G movimente bilhões no Brasil. Imagem: Joa_Souza/istock

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Quem também vai participar do “embate”, segundo a Folha, é o empresário Nelson Tanure da Copel (Companhia Paranaense de Energia).

Os pequenos provedores também fizeram propostas. O grupo ‘Mega Net Provedor de Internet e Comércio de Informática’, por exemplo, declarou à Anatel que pode captar R$ 19 bilhões para injetar na tecnologia 5G.

Uma ausência notada foi a Oi, que ao longo de sua reestruturação passou a fornecer insumos para outras empresas. A expectativa era de que a tele demonstrasse interesse pelas faixas de longo alcance, o que acabou não ocorrendo.

Segundo as regras do edital, as companhias interessadas deveriam entregar as suas propostas até hoje para participarem do leilão, previsto para acontecer na próxima quinta-feira (4).

Vale lembrar que serão negociadas as seguintes faixas: 700 MHz; 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz — essas frequências funcionam como uma espécie de estrada onde vão trafegar os dados.

Por fim, as empresas que arrematarem as frequências devem seguir os seguintes prazos:

  • 5G disponível nas capitais brasileiras até 31 de julho de 2022;
  • Em cidades com mais de 500 mil habitantes até 31 de julho de 2025;
  • Em municípios com mais de 200 mil habitantes até 31 de julho de 2026;
  • Cidades com mais de 100 mil habitantes até 31 de julho de 2027;
  • Enquanto nas com mais de 30 mil habitantes até 31 de julho de 2028.

Em conjunto, as licenças vão custar R$ 45,7 bilhões. Nos próximos dias, a Anatel avaliará todas as propostas apresentadas pelas teles sob pena de desqualificação caso alguma regra do edital seja quebrada.

Créditos da imagem principal: jamesteohart/Shutterstock

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