O que você sentiu ao assistir à série ‘Round 6’? Uma pesquisa mostrou que 14% dos espectadores brasileiros se sentiram mal ou tiveram pesadelos após ver a produção sul-coreana exclusiva da Netflix. O seriado estreou na plataforma de streaming no dia 17 de setembro e já é o programa mais visto do serviço de todos os tempos.

O levantamento foi realizado pela Hibou,empresa especializada em pesquisa e monitoramento de mercado e consumo. A pesquisa foi realizada entre os dias 14 e 18 de outubro, período em que ‘Round 6’ completou um mês no ar, com 1.096 pessoas entrevistadas. Alguns já haviam concluído o seriado, outros ainda estavam assistindo.

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Além dos 14% que se sentiram mal ou tiveram pesadelos, alguns ainda pararam de assistir por acharem a série violenta ou por ficarem emocionalmente abalados. Para 49,1% dos entrevistados, o comportamento antiético de parte dos personagens causou desconforto, com cenas de morte representando 26,7% do incômodo, mesmo percentual causado pelo sofrimento dos personagens. Para 20,9%, as brincadeiras infantis foram a causa do desconforto.

A Hibou perguntou ainda sobre similaridades com a realidade brasileira. Na série, os personagens que aceitam participar das brincadeiras infantis mortais pois estão desesperados por enfrentarem problemas financeiros. Assim, 8 em cada 10 brasileiros conseguem enxergar algo em comum com a realidade econômica do Brasil. Há ainda 25,3% que se arriscariam em busca da estabilidade financeira oferecida.

Round 6 caixão
6,7% dos entrevistados entrariam em um jogo como ‘Round 6’ em busca do dinheiro. Imagem: Netflix/Reprodução

Mesmo enxergando que as pessoas são capazes de coisas ruins por dinheiro, os entrevistados demonstraram empatia pelos jogadores de ‘Round 6’. Do total, 6,7% afirmou que toparia participar de um jogo igual na vida real. Mas 81% foram categóricos ao rejeitar uma oferta similar.

A pesquisa da Hibou tem 2,96% de margem de erro. A maioria dos respondentes tinham entre 26 e 45 anos e houve equilíbrio entre homens e mulheres. Mais da metade das pessoas são casadas ou vivem em uma união estável e outros 40,9% são solteiras

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