O Greenpeace da Alemanha entrou com processo contra a Volkswagen em um tribunal federal, alegando que a montadora não tem juntado esforços suficientes para combater o aquecimento global.

No processo, a ONG estipula um prazo de oito semanas para que a empresa alemã considere suas demandas. Entre elas, o fim da produção de carros com motor a gasolina até 2030 e a redução das emissões de carbono em pelo menos 65%, tendo como base os níveis de 2018. Em entrevista à Reuters, um porta-voz da Volkswagen disse que a montadora rejeitou as exigências do Greenpeace:

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“A Volkswagen defende a proteção climática e a descarbonização do setor de transportes, mas não pode enfrentar esse desafio sozinha. A tarefa de conceber as medidas adequadas cabe ao Parlamento. Disputas judiciais civis por meio de ações judiciais contra empresas isoladas não são o lugar nem a forma de fazer justiça a essa tarefa de grande responsabilidade.”

Um caso semelhante ocorreu em setembro, quando a ONG Deutsche Umwelthilfe exigiu de BMW e Daimler o fim da produção de carros a gasolina até 2030. Ambas rejeitaram o pedido.

Montadoras na mira da Justiça

Vale lembrar, porém, que ações judiciais como a do Greenpeace contra a Volkswagen possuem precedentes nos últimos anos. Em abril de 2020, o Tribunal Constitucional Federal da Alemanha determinou que o país está falhando em proteger as gerações futuras contra as mudanças climáticas. Como efeito da decisão, a Alemanha terá que reduzir sua emissão de CO2 em 65% e chegar a zero emissão de carbono até 2045.

Ainda neste ano, a Milieudefensie, filial holandesa da ONG internacional Amigos da Terra, reuniu a assinatura de 17 mil cidadãos nos Países Baixos para entrar com um processo contra a Shell por falta de comprometimento na luta contra o aquecimento global. O tribunal neerlandês acatou a denúncia e, pela primeira vez na história, uma empresa privada foi responsabilizada por descaso com as mudanças climáticas.

Via Autoevolution

Imagem: Evannovostro/Shutterstock

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