Uma pesquisa preliminar descobriu que fumantes de cigarro eletrônico possuem 15% mais chances de sofrerem um acidente vascular cerebral (AVC) antes dos 50 anos de idade do que aqueles que fumam cigarros convencionais. Apesar disso, o AVC no geral é mais comum em fumantes tradicionais, 6,7% em comparação com 1% entre os usuários de vapor.

O estudo publicado na American Heart Association foi conduzido pela Escola de Medicina Icahn em Mount Sinai, nos Estados Unidos, e analisou dados de mais de 80 mil adultos, dos quais mais de 30 mil usaram cigarros eletrônicos (também conhecidos como vape) sozinhos ou em combinação com o tabaco.

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A conclusão é de que os adultos que usam vape eram mais jovens quando tiveram seu primeiro AVC, 48 anos em média. Já os fumantes tradicionais tinham uma média de 59 anos no primeiro derrame. Quem fumava os dois ficou com uma média de 50 anos.

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Cigarro eletrônico também é perigoso

A médica Karen L. Furie, do Departamento de Neurologia da Brown University, no Reino Unido, que participou do estudo, explica que as pessoas precisam estar cientes do perigo dos cigarros eletrônicos. Segundo a especialista, além da nicotina “existem muitos outros produtos químicos incluídos que podem afetar diretamente o revestimento dos vasos sanguíneos”, disse.

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“Isso pode causar danos aos vasos sanguíneos que resultam em aterosclerose, mas também podem causar lesões que enfraquecem a força dos vasos sanguíneos, predispõe à formação de coágulos e podem danificar os vasos sanguíneos ao longo do tempo, de modo que os indivíduos correm risco para ambos o acidente vascular cerebral isquêmico e hemorrágico”, completou ainda.

As próximas fases do estudo agora vão tentar entender o motivo disso acontecer. “Essas descobertas têm implicações claras para médicos, legisladores de saúde e autoridades reguladoras de produtos de tabaco que defendem novas regulamentações sobre acesso, vendas e marketing de cigarros eletrônicos”, afirma Neel Patel, coautor do estudo.

Apesar de ser popular entre os jovens, o cigarro eletrônico tem sua venda proibida no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2019.

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