A Nasa – agência espacial americana – decidiu adiar a realização da primeira missão tripulada à Lua desde 1972. O objetivo era que a viagem acontecesse em 2024, porém, o administrador da agência, Bill Nelson, confirmou a mudança nos planos em entrevista coletiva na terça-feira (9). Agora, o pouso lunar será adiado em pelo menos um ano, ou seja, não ocorrerá antes de 2025.

O motivo da decisão do atraso foi por um déficit de financiamento e também uma ação judicial sobre o veículo de pouso. Nos últimos dias, um juiz federal dos Estados Unidos aprovou a decisão da Nasa de conceder o contrato para construir um veículo de pouso junto da empresa SpaceX, de Elon Musk.

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Quando o contrato foi anunciado o fundador da Amazon e da Blue Origin, Jeff Bezos, contestou a decisão. De acordo com ele, esse contrato deveria ter sido concedido a mais de uma empresa, como originalmente especificado pela Nasa. “Perdemos quase sete meses em litígios e isso provavelmente adiou o primeiro pouso humano para não antes de 2025”, afirmou Nelson.

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“Retornar à Lua da forma mais rápida e segura possível é uma prioridade da agência. No entanto, com o processo recente e outros fatores, o primeiro pouso do programa Artemis provavelmente não ocorrerá antes de 2025”, complementou.

A iniciativa de retorno à Lua foi batizada de Programa Artemis e enviará a primeira mulher e o 13º homem à superfície lunar. Segundo o cronograma a primeira missão, Artemis I, será realizada em fevereiro de 2022, que é quando a Nasa lançará a espaçonave Orion, só que sem pessoas a bordo.

“A boa notícia é que a Nasa está fazendo avanços sólidos”, pontuou Nelson, pelo fato de que a cápsula de tripulação Orion da missão está no topo do foguete gigante Space Launch System no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. A Nasa também prevê que a primeira missão tripulada que sobrevoará a lua, Artemis II, será em 2024.

Imagem: Castleski – Shutterstock

Com isso, o veículo voará ao redor da Lua durante três semanas para poder testar seus sistemas. A missão seguinte, Artemis III, será a primeira a retornar à superfície da Lua desde a Apollo 17. A ideia é que a tripulação pouse no polo sul lunar, onde se acredita ter reservas de água congelada em lugares que não possuem iluminação.

Vale lembrar que meta anterior de 2024 foi definida pelo governo do ex-presidente Donald Trump quando lançou o Programa Artemis. Só que o programa enfrentou vários atrasos, principalmente no desenvolvimento dos veículos necessários.

Segundo Nelson, a Nasa está comprometida com um custo total de desenvolvimento para o Orion de 9,3 bilhões de dólares, durante o período entre 2012 a 2024. Porém, foi alertado que para cumprir os novos cronogramas, será necessário mais financiamento do Congresso, pois “o programa espacial chinês é cada vez mais capaz de pousar taikonautas chineses muito mais cedo do que o originalmente esperado”.

A agência pretende construir uma presença sustentável na Lua e também usar as lições aprendidas para desenvolver uma missão tripulada a Marte na década de 2030.

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