A Nasa produziu um novo vídeo, onde simula a paisagem da superfície de Vênus, bem como sua atmosfera, a fim de divulgar duas novas missões em desenvolvimento para a década de 2030.

As missões, intituladas “VERITAS” e “DAVINCI”, buscarão monitorar a atmosfera e superfície de nosso “gêmeo planetário” e coletar informações relacionadas à sua composição química, sua construção interna (análise do núcleo, por exemplo) e outras informações.

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A primeira missão, “VERITAS” (“verdade”, em latim, mas que aqui também é uma sigla para “Espectroscopia, Ciência de Rádio, Topografia, InSAR e Emissividade de Vênus), deve lançar uma sonda orbital que vai observar as densas nuvens na atmosfera do planeta. O termo “InSAR” vem de “Radar Interferométrico de Abertura Sintética” e serve para mapear deformidades em superfícies por meio de imagens de radar – que usa ondas mais precisas e consegue penetrar não só nuvens bem grossas, como também funciona no escuro.

A segunda missão, “DAVINCI” (“Investigação Profunda de Imagem de Vênus para Gases Nobres e Química”), que parece ser o objeto principal do vídeo acima, deve ir além da anterior, fazendo com que uma sonda exploratória se instale na superfície do segundo planeta do sistema solar para conduzir experimentos científicos.

“Vênus está esperando por todos nós, e a [missão] DAVINCI está pronta para nos levar até ele e trazer uma nova renascença”, disse a narradora do vídeo, Giada Arney, cientista planetária da Nasa posicionada no Centro de Voo Espacial Goddard, em Maryland, EUA.

Segundo ela, a missão DAVINCI será constituída de duas partes: a primeira, com lançamento previsto para 2029, fará duas passagens por Vênus para estudar a sua atmosfera no intuito de nos ajudar a entender um misterioso componente químico capaz de absorver raios ultravioleta (UV), além de usar o período noturno para mapear – por meio de tecnologia infravermelha – a superfície planetária.

Sete meses depois da segunda passagem, a sonda fará um mergulho atmosférico que vai coletar e devolver à Nasa informações sobre a composição da superfície de Vênus: embora não seja um pouso definitivo, a aproximação será suficiente para que também sejam produzidas imagens em alta resolução da região conhecida como “Alpha Regio Tesserae”, onde há diversos pedaços feitos de uma rocha chamada “téssera”, que foi repetidamente quebrada e dobrada de uma forma que, na Terra, só ocorre nas partes mais internas de nossa crosta.

A ideia de todos esses projetos é estabelecer uma linha do tempo mais detalhada da história de Vênus e, com sorte, nos levar a entender melhor o nosso vizinho mais próximo. 

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