Aos 36 anos, Jenny Weller começou a sofrer com fortes tosses no final de 2019 e, quando o problema continuou em 2020, achou que era Covid-19. No entanto, ao procurar um médico depois de algum tempo, a personal trainer descobriu que tinha oito tumores malignos e 18 meses de vida.

Apesar de nunca ter fumado ou bebido, a moradora de Sussex Ocidental, na Inglaterra, recebeu o diagnóstico de câncer de pulmão em setembro de 2020. Os médicos acreditam que a doença começou ainda em 2019 e, em fevereiro de 2021, foi constatado que Jenny tinha apenas mais alguns meses de vida.

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“Ninguém quer ouvir que não tem para viver para sempre. Mas, ao mesmo tempo, estou feliz com a minha vida. Eu consegui muitas coisas que queria fazer”, conta a personal.

O câncer dela não é comum e foi desencadeado por uma mutação no DNA das células pulmonares. Basicamente, dois genes que se copiam com frequência e causam células cancerígenas se fundiram e começaram a criar os tumores que se espalharam pelo corpo da mulher.

Jenny Weller
Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Jenny ainda conta que costumava ter resfriado naquela época do ano, então não estranhou. “Foi apenas uma tosse muito seca e irritante e realmente não me afetou, a menos que eu me esforçasse”, disse ela. “Se eu praticasse algum esporte, tossia, ou quando estava deitado tentando dormir, tossia muito – mas, fora isso, não me afetou muito por alguns meses.”

A partir de março de 2020, ela passou a acreditar que estava com Covid-19 e, assim como muita gente, evitou ir ao médico enquanto a doença se espalhava pelo mundo. “Ninguém estava realmente indo ao médico com apenas uma tosse naquele momento”, desabafa.

Não achava que a tosse ia mudar vida

“Eu estava com uma dor de cabeça horrível e horrível e estava perdendo peso porque não conseguia manter minhas refeições no mínimo. Assim que o caroço apareceu no meu pescoço, liguei para meu médico para uma consulta por telefone e ele me convidou para fazer um exame”, completa.

O relato ainda continua: “Era a segunda-feira no final de agosto de 2020, eu tinha acabado de levar o cachorro para passear e me senti absolutamente exausta e desabei no sofá”.

“Tentei subir para ir ao banheiro, mas desmaiei, caí no andar de baixo e desabei no fundo”, acrescentou. “Não tenho certeza de quanto tempo fiquei lá. Tentei então ir e vomitar na cozinha, mas desmaiei novamente”, completa ainda.

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Jenny teve convulsões e foi levada para o pronto socorro. Após exames foi constatado que o câncer pulmonar tinha se espalhado para o resto de seu corpo e ela precisou fazer uma cirurgia no cérebro para remover um tumor do tamanho de uma bola de golfe.

“Eu tinha tolerado uma cirurgia bem invasiva e um tratamento de radioterapia e em fevereiro perguntei ao médico: ‘Quando vou ter minha vida de volta? Quando posso voltar ao trabalho? Quando posso dirigir? Ele disse: ‘Você deve se preparar para não voltar aos seus níveis de condicionamento físico e estilo de vida anteriores’”, completa a mulher.

Jenny Weller
Imagem: Reprodução/Redes Sociais

“Eu pensei, ‘Isso não pode estar certo, é o que tenho almejado.’ Então o médico disse: ‘Bem, você tem câncer terminal.'”, disse ainda. “Essa foi a primeira vez que a palavra ‘terminal‘ foi usada. Achei que tinha cinco ou seis anos de vida, mas aí ela disse que a expectativa era de um a dois anos e eu já estava com seis meses.”

Jenny agora foca seus esforços em concretizar sobre o tipo de câncer que tem e arrecadar fundos para as instituições de caridade Brain Tumor Research e ALK-Positive. “Não estou me concentrando no que vou deixar para trás, mas sim em fazer o que posso enquanto ainda estou aqui na minha vida”, finaliza.

Via Yahoo

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