Pela primeira vez na história, o DNA de uma árvore foi usado como peça fundamental para a condenação de um homem envolvido em uma operação ilegal de extração de madeira. O caso aconteceu nos EUA e ganhou repercussão após uma publicação do jornal The Washington Post, nesta quinta-feira (11).

Justin Andrew Wilke, de 39 anos, e dois comparsas praticaram o crime na área Elk Lake da Floresta Nacional Olímpica, em 2018. De acordo com o Ministério Público do Distrito Ocidental de Washington, o grupo removeu árvores de bordo altamente apreciadas – usadas para produzir instrumentos musicais como violinos e guitarras – e fez uso de licenças falsificadas para vender a madeira.

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Árvores da Floresta Nacional Olímpica são altamente apreciadas, mas sua extração é ilegal. Imagem: SamanthaZurbrick – Shutterstock

No julgamento, um geneticista pesquisador do Serviço Florestal do Departamento de Agricultura dos EUA testemunhou que a madeira que Wilke vendeu era uma combinação genética com os restos de três árvores de bordo derrubadas que os investigadores descobriram na área de Elk Lake.

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Chance de coincidência do DNA é praticamente nula

Segundo a testemunha, a análise de DNA foi tão precisa que a probabilidade de ser uma simples coincidência era de aproximadamente 1 em 1 undecilhão (1 seguido por 36 zeros).

Com base nessas evidências, o júri concluiu que a madeira que Wilke vendeu às fábricas locais havia sido roubada. A evidência de DNA também provou que ele havia extraído e vendido ilegalmente madeira de sete outras árvores de bordo, mas a localização precisa dessas árvores ainda não foi determinada.

Após um julgamento de seis dias, na segunda-feira (8) o juiz proferiu a sentença: Wilke foi condenado por conspiração, roubo de propriedade pública, tráfico de madeira extraída ilegalmente, entre outros crimes, pelos quais deverá permanecer 20 meses em reclusão, além de perder os rendimentos de sua caça ilegal e ter de pagar uma restituição ao Serviço Florestal dos EUA.

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